Mostrando postagens com marcador vestibular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vestibular. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Lembranças de um ano bom, parte 1: FUVEST 2008

O texto a seguir é de 6 de fevereiro, assim que soube que tinha passado no vestibular da Fuvest 2008, para jornalismo - o curso mais concorrido do ano (41.63 candidatos por vaga). Escrevi ainda com o sangue fervendo de alegria. E, desde então até hoje, ficou no meu perfil do Orkut. Vejam:

Houve um momento, há quase 12 anos, que ouvi pela primeira vez: "você deve ser jornalista". Era aula de redação na quinta série. E quem me falou isso foi a professora.

O tempo passou e o que eu decidi fazer passava longe de jornalismo: queria ser designer de games. Computação gráfica era uma grande paixão. Por falta de opção, acabei no curso universitário que mais se aproximava do que eu queria: Comunicação e Multimeios, pela PUC-SP. E foi lá que tive contato com jornalismo pela primeira vez, em uma oficina. Foi paixão imediata. E dali em diante eu sabia que seria jornalista. Mas quis terminar o curso, porque não queria perder a bolsa, que foi tão difícil de conseguir.

Chegou o fim de curso e resolvi colocar em prática a idéia antiga: ser jornalista. Fui atrás da formação. Não consegui fazer o curso na própria PUC, então decidi que seria na ECA. Seria ECA ou nada!

2006. Ano que me esforcei, estudei, me dediquei. Não foi suficiente. Cheguei à segunda fase, senti cheiro da vitória, mas não pude saboreá-la. E agora? Mais um ano de estudo.

Um ano inteiro de dedicação, mais do que o ano anterior. Dedicação máxima, o tempo todo, estudos, livros, exercícios. Fins de semana, feriados, noites. Saí do meu trabalho, no fim do ano, para me dedicar exclusivamente aos estudos. Viveria de freelances.

2008. O ano começa com uma boa notícia: a aprovação na UEL. A formação de jornalista estava garantida. Três semanas depois, chega a notícia: Jornalismo noturno, USP: aprovado! Era o fim da caminhada rumo à USP, o começo da carreira como jornalista de fato.

Antes mesmo de começarem as aulas oficialmente, chega a notícia de um possível freelance. Mas dessa vez era diferente: seria como jornalista. E depois de apenas uma aula na faculdade, a boa notícia: o primeiro freelance como jornalista na grande mídia. E é só o começo... A Copa do Mundo me espera! :)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Transferência interna na USP existe sim

Ao contrário do que eu publiquei aqui em julho do ano passado, existe, sim, transferência interna na USP. Os alunos podem requisitar transferência para qualquer outro curso da universidade. A seleção é feita através de provas específicas.

Posso dizer porque vi, com meus próprios olhos, a prova acontecer. Que é difícil eu não precisaria nem falar não é? Mas certamente a concorrência é menor do que o vestibular da Fuvest. Portanto, a chance é relativamente maior.

Portanto, preciso desmentir o que eu disse: a transferência interna não é mito. Perdoem o engano.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Da idéia ao sonho, do sonho à realidade

Se eu dissesse que não imaginava que isso ia acontecer, seria mentira. Se eu dissesse que já sabia, também o seria. Prefiro dizer, então, que foi assim que eu desejei e, enfim, aconteceu! Quase dois anos depeois do "projeto USP" iniciar, chego onde queria: aprovado no vestibular mais concorrido do Brasil para estudar na mais charmosa escola de comunicação que conheço: a ECA.

O sonho era ser jornalista. Na quinta série, minha professora de redação já dizia que eu devia seguir a profissão. Nunca dei ouvidos a ela. Queria computação gráfica. Acabei em Multimeios, trabalhando com comunicação e tive contato próximo com jornalismo. Bingo! Paixão à primeira vista.

Fui incentivado a desistir a, segundo me diziam, "estúpida" idéia de ser jornalista. Os argumentos foram muitos: não precisa de diploma, profissão generalista, ganha pouco, trabalha muito, é um curso desatualizado... Fui convencido. Não, não a desistir. Adiei a transferência de curso e troquei-a por um novo curso, assim que terminasse o que fazia.

Tentei imendar uma faculdade na outra. Entreguei o TCC em uma quarta e prestei o vestibular no domingo, da própria PUC, onde já estudava. É claro, foi um desastre. Decidi, então, recomeçar. E decidi fazer algo que não tinha feito antes: cursinho. Me preparar. E se ia me preparar, então que fosse para a USP, porque já tinha perdido a bolsa da PUC a essa altura mesmo...

Um ano de preparação. Intensa. Estudos em vários momentos que antes eram de lazer. Muito preparo, e uma consciência pesada quando não estudava. Deixava de estudar às vezes. No final, não deu. E agora?

E agora tem que começar de novo. Outro cursinho, outro ano dedicado a isso. Enquanto isso, minha vida profissional continuou totalmente em segundo plano. E quando passou a me atrapalhar, mudei de emprego. Foram duas mudanças durante o ano. E no final, uma mudança drástica: da vida regrada do emprego para a loucura de freelancer.

A mudança foi boa, me deu mais tempo para estudar, e a grana dava pra me manter, ao menos por um tempo. E o tempo para estudar mudou, e muito, a minha preparação. Deu muito mais consistência aos meus estudos, rendia muito mais.

Natal e ano novo com livro do lado. Festas, mas sempre dando uma lida aqui, um exercício ali... E chegaram as provas. Uma maratona de três dias. Entre altos e baixos, parece que foi tudo bem. E como saber? No ano anterior também pareceu tudo certo e não deu. O negócio era esperar.

Um mês de espera. Um purgatório. Veio o resultado da UEL, em Londrina, no meio do caminho: aprovado! Ao menos a profissão estava salva e uma faculdade garantida. Faltava agora mais três semanas para saber se minha casa seria em São Paulo ou Londrina...

No dia que sairia os resultados, estava trabalhando. É a melhor maneira de passar o tempo, diminuir a ansiedade. E de um "parabéns" no msn, fui ávido para as listas de aprovados disponíveis no portal - porque o site da Fuvest, claro, estava impossível. E lá estava meu nome, entre os aprovados! Finalmente, um ecano!

Daí em diante, foi um grito do fundo da alma, lágrimas e uma comemoração sozinho, porque não tinha ninguém em casa. Liguei para um monte de gente, segurando o choro para conseguir falar... A felicidade estava garantida e completa: jornalismo na ECA, onde eu sempre quis. Finalmente aquela etapa estava acabada!

Foram muitas mensagens de boas vindas no orkut - fruto dessa era orkutiana em que as pessoas te acham antes mesmo de encontrar com você na matrícula. Muitos "bem vindo bixo", "serão os melhores anos da sua vida", "nada é como a ECA", e muitos sorrisos. Agora, o sonho é realidade. E que venham os próximos!

sábado, 26 de janeiro de 2008

PR 43 - SP 11

Diário de bordo

Londrina, 25 de janeiro de 2008, 7h

O visor do celular marca "VIVO PR 43". Cheguei em Londrina já com o dia claro. Embora tenha havido paradas, consegui dormir em boa parte da viagem. Ouvi muita música no celular e no mp3 - músicas que me fizeram lembrar sensações e sentimentos que me trouxeram aqui.

Na rodoviária, uma simpática faixa da UEL recepcionava os calouros com boas vindas e indicava como chegar até a Universidade, usando as linhas de ônibus. Fiquei surpreendido, mas não deveria: a UEL é uma instituição que se preocupa muito com os alunos, ao que parece.

Fui tomar um café, essa bebida tão gostosa e que é fruto da terra - Londrina já foi uma das maiores produtoras de café do Brasil. Na hora de pagar a bebida, uma surpresa: custou só R$ 0,80. Um sinal do baixo custo de vida, comparado a São Paulo.

E um sinal também que os protestos veementes de moradores e principalmente de estudantes pelo que consideram um preço abusivo nos ônibus: R$ 2,00. Considerando o custo de vida da cidade, o preço é realmente alto - pouco menos do que os R$ 2,30 que pagamos em São Paulo.

Em um aspecto, Londrina e São Paulo são muito parecidos: pegar ônibus às 7h30 da manhã é sinônimo de lotação. Bom, talvez não tanta quanto em alguns ônibus de São Paulo, mas ainda assim, bem cheio. Não foi difícil reconhecer a UEL quando chegamos. Confirmei com o cobrador e desci, junto com muitos outros estudantes na mesma situação.

Fiz a matrícula tranqüilamente. Demorou algum tempo na fila, mas a organização foi tamanha quue esse não foi um problema, definitivamente. Ao entrar na sala onde seria feita a matrícula, cada aluno recebia uma senha, que seria chamada em um painel eletrônico. Para esperar, muitas cadeiras à disposição. Tudo organizado.

Na saída, os veteranos - muitas mulheres, por sinal - perguntavam o curso. Uma delas olhou para mim e falou: "você é jornalismo, não é?". Eu nem precisava responder que sim: calça jeans, camiseta sem estampas, cabelo curto, barba por fazer e óculos. Estava escrito na minha cara - ainda não literalmente - que eu faria jornalismo.

Eram duas meninas e um cara. Perguntaram de onde eu era, enquanto pintavam minha cara e meu braço com batom e tinta guache. Respondi que era de São Paulo, e uma delas disse que eu gostaria de Londrina. "Já gosto", respondi.

Voltei para a rodoviário ainda pintado, para tentar trocar a minha passagem - marcada para as 21h30 - por uma que tivesse um horário mais cedo - de preferência, o próximo ônibus, às 11h10. Era 10h25. "Só tem um lugar". "É o meu". Troquei a passagem e fui limpar o rosto.

Encontrei um outro estudante limpando o rosto. Ele também faria jornalismo e também chamava Felipe. Conversamos um pouco e ele me contou que era de São Paulo e que ainda esperava o resultado da UNESP para saber se viria definitivamente para Londrina.

Conversamos um pouco sobre universidades, expectativas, as cidades. Disse a ele que ainda esperava o resultado da Fuvest para também definir a minha vida. Ele iria no ônibus das
13h, disse que ia almoçar um hanbuerguer muito bom que tinha ali perto. Nos despedimos, desejando boa sorte um ao outro.

O lugar que tinha sobrado no ônibus era o pior, claro: poltrona 40, a última, ao lado do banheiro. Mas tudo bem, ao menos chegaria logo em casa e não precisaria ficar zanzando em Londrina sem ter dinheiro para fazer alguma coisa. E ao menos uma mulher ficou ao meu lado - uma menina, eu diria.

Dormi boa parte de viagem, terminei de ler Cem escovadas antes de ir para a camaI, de Melissa Panarello e comecei a ler outro livro. Cheguei em São Paulo pouco antes das 18h30, quando a noite começava a se desenhar no céu da capital paulista.

Era 18h30 e eu tinha passado praticamente 15 horas do dia em um ônibus, contando desde as 23:30 do dia anterior, quando tinha partido dali mesmo. Cheguei em Londrina às 7 da manhã, parti às 11h10. Quatro horas na bela cidade, e mais de meio dia dentro do ônibus.

Matrícula garantida, paixão por Londrina renovada, pulmões cheios de esperança, depois de respirar os ares do novo na cidade chamada de "capital do norte do Paraná". Este será um ano muito bom, eu posso sentir. Mesmo que eu não saiba onde estarei daqui a um mês, no dia 25 de fevereiro, data de início das aulas.

O visor do celular, agora, marca "VIVO SP 11". Daqui a um mês saberei se o visor ainda estará marcando a mesma mensagem ou se voltará a marcar aquela do início deste texto.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Diário de bordo PR - 43

São Paulo, 24 de janeiro de 2007, 23h

Entro na última hora do dia 24 aqui na Rodoviária. É feriado em São Paulo no dia 25 e, por isso, a rodoviária tem grande movimento. A plataforma 17, onde vou embarcar, está cheia. Muita gente que vai sobretudo para Londrina, o principal destino.

Há um número considerável de japoneses. Em Londrina existe uma importante colônia nipônica, talvez só menos importante que São Paulo - a maior colônia janponesa fora do Japão.

O meu ônibus é o último a sair. Vou cortar a noite, atravessá-la dentro do ônibus e acordar com Londrina na janela. Já vi dois ônibus partirem da minha plataforma de embarque. Cheguei cedo aqui porque não aguentava mais ficar em casa. Uma ansiedade mde atiça os pêlos do corpo de um jeito estranho. Talvez seja porque o caminho para uma mudança radical na minha vida, mas tenho a impressão de fazê-la no escuro.

Olho para o horizonte sem saber como será a minha vida daqui a um mês. Não sei nem como será amanhã, perambulando por uma cidade que nem conheço bem.

Talvez essa sensação seja fruto de mais uma mudança - algo que passou a ser freqüente nos últimos dois anos. Mudei de emprego três vezes. Na última, abandonei o trabalho fixo para me tornar freelancer, para ter mais tempo para estudar e passar no vestibular - o objetivo principal do meu ano.

Esta, porém, seria a maior mudança de todas. Outra cidade, outra universidade, longe de família e amigos. O ônibus que estava na plataforma saiu. O meu acabou de chegar. Tenho que ir.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Destino: Londrina?

Ontem tive o primeiro resultado dos vestibulares. Na lista de 12 (?!) classificados para o curso de jornalismo noturna da UEL, lá está o meu nome. A primeira ansiedade passou e uma certeza eu já tenho para 2008: vou cursar jornalismo!

São apenas 12 os privilegiados porque lá na UEL há cotas, e vc só concorre dentro delas. São três cotas: negros (desde que tenham estudado desde a 5ª série em escola pública), alunos de escola pública (o critério é o mesmo da cota de negros) e os "sem cota", chamadas "vagas universais". Este é o meu grupo.

Mudar da cidade-cinza, São Paulo, para uma cidade muito mais calma, Londrina. A cidade é chamada de "capital do norte do Paraná", por ser uma das maiores cidades e com maior força econômica.

A beleza é uma característica da cidade paranaense. Londrina possui um lago que atravessa a cidade que é belíssimo. As pessoas correm e praticam esportes ao redor dele. Em plena cidade! Algo que já aconteceu em São Paulo. Ao menos antes de o rio Tietê ser um esgoto a céu aberto...

Fato é que Londrina é uma cidade muito agradável. O custo de vida é menor, ainda que seja uma cidade grande. Isso porque tem ares de interior, ao menos para quem é paulistano como eu. A cidade possui quase 500 mil habitantes, segundo estimativa da Secretaria de Planejamento londrinense. Uma cidade grande, mas perto dos 11 milhões de habitantes de São Paulo, até parece pouco.

Fato é que até o dia 7/2, quando sai o resultado da Fuvest, o meu destino provisório é Londrina. As preocupações que já me rodeiam em São Paulo - trabalho para 2008, por exemplo -, me perturbam agora também para Londrina. Além do óbvio: moradia. Mas isso é melhor pensar depois...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Destino: desconhecido

O ano inteiro eu tive um só objetivo: passar no vestibular. Qualquer outro considerei como secundário, menor, menos importante. Por isso, os três leitores desse blog certamente perceberam que estive monotemático nos últimos meses. Principalmente a partir de novembro, quando a dedicação ao vestibular aumentou violentamente.

Passada o notal e ano novo com a cabeça na segunda fase, um período de descanso com a consciência lembrando o tempo todo da necessidade de estudar, é chagado o pior momento de todos no ano: um mês de agonizante espera. Chamei-o, ainda no ano passado, de purgatório. Não se sabe se o carnaval terá motivos para ser no céu ou no inferno - até porque esse ano a Fuvest irá divulgar os resultados depois das festanças. Será que haverá motivos para pular o carnaval?

Fato é que o destino Londrina poderá ser definido a partir de quinta-feira. Será quando os resultados da UEL serão divulgados. E ali começa a definição de um ano que não consigo imaginar ainda. Uma vida em Londrina, longe da cidade que nasci, cresci e que amo? Pode ser que sim, porque "a capital do norte do Paraná" oferece muitos atrativos. Além da Universidade em si, há o encanto de uma cidade grande com ares de interior. Há a organização que São Paulo jamais poderá ter. As mulheres, atraentes como estrelas em noite de luar.

Mas há também São Paulo. A esperança de permanecer na cidade-caos, a cidade cinza, capital financeira do país, centro cultural intenso, mercado de trabalho dinâmico e ávido, custo de vida elevado. O principal atrativo, neste caso, é a maior Universidade do país, uma das mais consagradas. Além do óbvio: manter-se na cidade natal, com os contatos que já existem e onde a carreira começou, onde moram a maioria dos amigos e onde a família fica perto.

Esse será um ano diferente dos outros, certamente. E um ano que não pode ser previsto: só pode ser vivido. Daqui a um mês, quando tudo já estiver definido, pode ser que eu consiga enxergar como será até dezembro. Hoje, o fato é que qualquer previsão é impossível.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Diário de guerra - dias 2 e 3

O segundo dia era esperado como um território conhecido. Não que esperasse moleza no território da história. Mesmo com o domínio que eu tinha sobre aquele terreno, não esperava que fosse fácil. Não foi.

Os problemas apareceram logo no começo. Cidades gregas, cidades medievais, tudo junto, tudo separado, comparar, separar... Ficaram uns pedaços espalhados. Não sei se foi o melhor resultado.

No mais, algumas batalhas mais trabalhosas, analíticas. Uma guerra muito mais psicológica, de controle remoto. Pensar, fazer uma estratégia e tentar acertar bem no alvo. Essa foi a batalha mais forte.

Já o terceiro dia, que prometia batalhas geograficamente complicadas, foi surpreendente. Embora a batalha tenha sido bem trabalhosa, com alto nível de exigência em preparo físico e psicológico, não houve problema - o que é muito bom.

O saldo da batalha eu ainda não sei. É muito a ser contado. A guerra sempre envolve muito mais do que nós mesmos. A assinatura dos tratados de paz depende de diversas variáveis. Só após essa assinatura poderemos pensar no que será feito daqui para frente.

Até lá, ficamos nesse purgatório...

domingo, 6 de janeiro de 2008

Diário de guerra - dia 1

Neste primeiro dia de batalha, conseguimos avançar bastante. Estudamos muito o terreno onde se desenhou a batalha, conhecíamos com muita propriedade. Nos movimentamos com facilidade e nossa estratégia de ataque deu certo.

Atacamos primeiro a região da criação de palavras. Esta é uma região muito temida pela maioria dos combatentes, mas a estratégia conversada na sexta-feira me pareceu tão boa, frente aos estudos apresentados, que adotei. A foi muito bem sucedida. Com o tempo a nosso favor, fizemos um belo ataque.

Partimos então para as demais regiões. Eram todas menores, e somadas elas valiam como a do primeiro ataque. Com a operação da criação das palavras finalizada, o ataque a estes pontos foi muito mais tranquilo. Pouco a pouco, ganhamos terreno, fizemos um bom trabalho. As últimas regiões que atacamos pareceram mais hostis, mais perigosas e não tenho certeza se conseguimos cumprir todos os objetivos. Após a análise, poderemos saber.

Se continuar assim, creio que podemos vencer a guerra. Mas não sabemos como será o dia de amanhã, e é sempre bom estar preparado para surpresas. Não há vitória fácil, e mesmo soldados bem preparados podem ser pegos em arapucas inimigas.

Se houvesse um vencedor do dia, seríamos nós. E isso certamente nos dá confiança para tentarmos sair vitoriosos daqui.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"Estudar é um ato solitário"

Dizem que nos aproximamos das pessoas com os mesmos interesses que nós. Talvez por isso surja um clima de ajuda mútua e de companheirismo no cursinho. Todos têm um mesmo objetivo.

O vestibular é como uma guerra. Nos preparamos para ele por um longo tempo, treinamos exastivamente as situações que vamos enfrentar, somos obrigados a aprender as técnicas de sobrevivência nessa violenta batalha.

Ao longo caminho, perdemos muitos companheiros. Uns não aguentam e desistem, outros são derrotas em batalhas... Vemos cenas de guerra: gente morrendo e sem poder ser ajudada, outros combatendo de peito aberto sem a preparação devida, outros que são massacrados pela crueldade da concorrência.

Perto do final, são poucos os sobreviventes. Mal conhecemos uns aos outros, porque aqueles que eram os companheiros já se foram. Nos reagrupamos, temos que tirar forças de onde parece que não temos mais.

Sorte que houve um cessar fogo na passagem de ano. Assim pudemos nos recuperar e passar a nos preprarmos, cada vez mais sozinhos, para a batalha final que se aproxima.

Agora, nos últimos dias de batalha, são poucos os sobreviventes. Bravos combatentes que tentam de todas as formas manterem-se vivos, conseguir voltar para casa ao final da guerra e dar uma boa notícia à família. Mesmo no final, muitos ainda ficarão para trás. Muitos não passarão dessa última batalha. Sabemos que o vestibular, como a guerra, é assim.

Nos preparamos todos os dias para fazer o melhor. E que assim seja.

domingo, 30 de dezembro de 2007

A difícil missão com os livros

Fim de ano. Estar em casa, como em nenhum outro momento do ano. Aproveitar um raro tempo livre. E uma necessidade latente de estudar milhares de conteúdos que ainda não foram estudados com o afinco necessário para uma Fuvest.

Tudo parece distrair. O jogo do campeonato inglês na ESPN, a seleção dos melhores clipes dos anos 80 na VH1, o jornal com suas muitas páginas, o viciante jogo de técnico no computador... E os livros ali, para serem estudados.

Todos os dias eu consigo estudar ao menos um pouco. Até por uma questão de consciência tranquila. Mas ontem foi o primeiro dia - exceção ao dia de Natal, claro - que não estudei. Uma crise CDF grave.

Todos os dias prometo a mim mesmo que vou dormir cedo e acordar cedo no dia seguinte para estudar. Pffff... Todos os dias vou dormir às duas da manhã. Parece incrível que toda vez que eu resolvo ir para a cama de vez a hora é a mesma. E toda vez que eu acordo cedo não consigo levantar. Talvez um trauma de quem acordou às 5 da manhã o ano inteiro.

Levanto às 10, com vontade de tomar café, ler meu jornal... E já é mais de 11 horas. Quase meio-dia! Quando vejo... Já é à tarde, faço uns exercícios, achando que vou terminar todos de um setor. Mas não. Falta um monte ainda. E a Fuvest se aproxima, tal como um predador perseguindo sua presa, em uma maratona para ver quem cansa primeiro.

Espero que consiga reverter esse quadro. Ou será tudo uma loucura minha?

domingo, 23 de dezembro de 2007

Janeiro, março, dezembro...

Janeiro de 2007. O ano começou com a expectativa sobre a segunda fase da Fuvest 2007. O sonho brilhava nos meus olhos e fui para as provas sabendo que precisava de um desempenho espetacular para passar. Para vocês terem uma idéia, seria como uma final de campeonato em dois jogos e o meu time tivesse perdido o primeiro jogo por 3 a 0. Vencer o segundo jogo por 4 a 0 é missão difícil, mas não impossível.

Não deu.

O jogo acabou 2 a 0 para mim, com duas bolas na trave. Não passei na segunda fase da Fuvest.

O ano, então, começou para mim. Fuvest na cabeça desde março, quando resolvi voltar ao quadro negro, recomeçar a traçar a estratégia para, enfim, vencer a edição 2008.

A obsessão foi muito grande durante todo o ano. Ainda é, na verdade. Talvez por isso a sensação de que o ano começou lá em março e já está aqui, em dezembro. Tive a clara sensação de dèja vu, pela repetição da situação. Quando percebi que estávamos praticamente no natal, praticamente em 2008, me assustei: foi muito rápido.

Talvez porque a minha estrada tenha caminho único. Evitei todas as saídas possíveis, tentei fazer o mínimo de paradas necessário. A estrada é longa, exige atanção, dedicação, vontade. É como fazer uma viagem de carro do Oiapoque ao Chuí, sozinho.

Foi um ano corrido. E vai começar exatamente como começou esse: expectativa sobre a Fuvest. Este ano o placar adverso foi menor. Voltando à comparação com o futebol, seria como se esse ano eu tivesse perdido por 3 a 1 fora de casa. Como o gol fora de casa conta, uma vitória simples por 2 a 0 me dá a vaga dentro da ECA. Se eu mantiver o desempenho do ano passado ou melhorá-lo - como é a intenção -, a vaga fica muito, muito próxima.

Veremos se o carnaval virá recheado de alegrias.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Londrina, parte 2

Londrina, dezembro de 2007. Segunda fase da UEL. Hora de colocar o estudo à prova frente ao primeiro desafio de segunda fase - o segundo, ao que tudo indica, será nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, na Fuvest.

Para começar, a indefinição foi a palavra de ordem (antítese?) na semana. Defini em cima da hora o roteiro de viagem. No fim, deu tudo certo: ônibus, hotel, local de prova. A viagem foi longa. Um pinga-pinga danado pelas cidades. Ourinhos, Cornélio Procópio, Ibirama... Ah, finalmente, Londrina! Aliás, como é linda a cidade. Até a rodoviária é bonita - projeto, aliás, do interminável Oscar Niemayer.

Um belo hotel, bem ao lado do Shopping Catuaí. Um quarto amplo, bonito, confortável. Duas camas de casal - quarto duplo, como é de praxe nessas excursões de vestibular. O local de prova era visível a olho nu da janela do meu quarto: a apenas um quilômetro.

Para minha surpresa, não dividi o quarto com desconhecidos, como da outra vez. Desta vez, por um acaso da vida, o meu companheiro de "cela" foi um cara do cursinho, um monitor lá do Anglo. Tinha encontrado com ele ainda na rodoviária, em São Paulo, mas eu não imaginava que dividiríamos o quarto.

A excursão ainda trouxe um grupo de Curitiba. E trouxe algumas beldades que chamaram a nossa atenção. Mesmo as paulistanas já eram bastante atraentes.

A prova de domingo foi tranquila. Fácil até demais, eu diria. Uma redação perigosa, mas nada de alarmante. Já o segundo dia, o meu desempenho foi um pouco pior, mas ainda bastante bom. Considerando que eu precisava passar duas pessoas em relação às posições da primeira fase, acredito que foi suficiente. O que será determinante será a redação - o que, a princípio, não será problema.

Quanto à cidade, mais uma vez não pude aproveitar como deveria. Pelo pouco que vi, a cidade é mesmo bonita e organizada. A Universidade Estadual de Londrina parece muito boa. É esperar para ver.

Depois do segundo dia de prova, fomos ao shopping para beber, claro! Chopp para cá e para lá, fomos buscar a prova para levar para São Paulo. Voltamos, mais alguns chopps e... Estamos atrasados! Comemos um lanche correndo - a última refeição tinha sido o café da manhã e já passava das oito da noite. Corremos para o hotel para encontrarmos uma amiga e irmos direto para a rodoviária.

Faltam 15 minutos para o embarque e sequer saímos do hotel. O táxi não chega. Quando entramos, dissemos: temos 10 minutos para estar na rodoviária! O taxista, entre piadas e comentários sobre a cidade, chegou a andar a 150 km/h em uma avenida. Chegamos à rodoviária dois minutos antes da partida. A tempo!

Depois, alguns comentários sobre a prova com outros sobreviventes, uma parada, alguns momentos de sono, algumas paradas e, finalmente, São Paulo. Já era manhã de terça. Mais uma fase terminada. Agora, é esperar o resultado em janeiro.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Paranóia começa a dar resultado

Minha vida está com dedicação muito mais do que integral ao vestibular. Hoje cheguei ao cursinho às 7 da manhã para a aula e só saí às 22:40, depois da última aula do noturno, que eu quis assistir. O dia todo estudando, entre livros, exercícios e aulas.

Bom, mas as coisas começam a dar resultado. A Fuvest não foi o sucesso que eu esperava, mas passou longe de ser um fracasso. Salvo uma mudança muito drástica, eu irei para a segunda fase. Sem grande vantagem, mas com chances.

Saiu a convocação para a segunda fase da UEL hoje também. E eu estou nela!

Para terminar o dia bem, ainda vi um e-mail com uma excelente notícia profissional - uma oportunidade que eu terei que provar que sou capaz de agarrar e aproveitar. Uma prova, que deve acontecer no meio de dezembro. Não vou antecipar pra não dar nada errado. ;)

sábado, 24 de novembro de 2007

Um dia de 365 dias

Chegou a hora. Foi um ano inteiro de preparação visando a chegada deste momento. Foi um ano com muitos finais de semana em casa, estudando. Muitas noites mal dormidas, muitas aulas, muitas horas de estudo.

Foi ano de conhecer pessoas que olham para frente, que buscam os sonhos, que se sacrificam para chegar lá. Foi ano de olhar por cima do muro, ir além do óbvio, do fácil. O caminho dos sonhos nunca é fácil, seja para quem for.

Conheci o Anglo. Uma instituição famosa, certamente o cursinho pré-vestibular mais conhecido de São Paulo. Estudei à noite, tive aulas com professores muito acima da média. Pessoas que nos estimulavam a ir além, buscar mais do que aquilo que estava fácil. Descobri por que é lá é o melhor cursinho.

Deixei o trabalho formal e passei a me dedicar, durante quase três semanas, mais de 80% do meu tempo para os estudos, para a preparação que eu sonhava podem ter o ano inteiro, mas que não é possível.

Conheci Londrina. Cidade bela, com uma das melhores universidades deste país. Conheci pessoas cheias de garra, com um incontrolável desejo de fazer o curso onde a concorrência é mais qualificada: Medicina. E vi estas pessoas sorrir diante da dificuldade. Sorriem, porque sabem que não é fácil, mas sabem que estão se preparando para dar o seu melhor.

Agora, é chegada a hora e vez. É hora de colocar os nervos no lugar e fazer o melhor possível. Muitos me perguntam se eu estou ansioso. Claro que sim! O que eu não deixo é que o nervosismo e a ansiedade dominem. Não tenho problema em controlar e usar a frieza para encarar a prova de amanhã.

Amanhã é o "dia D". O dia que vale pelo ano inteiro de trabalho. Que seja o primeiro passo para a consolidação de um sonho que persigo há tempos. Que venha coroar este ano, difícil sim, mas o melhor da minha vida.

Aos amigos que estão na mesma toada, que este domingo seja o melhor dia do nosso ano. E que segunda possamos comemorar, juntos, que o sacrifício do ano valeu.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

A vida da burguesia

Essa semana iniciei uma trajetória diferente. Passei a estudar de manhã, ao menos por esta semana. Isso porque aproveitei o meu período como freelancer para colocar as coisas em dias e ter tempo livre esta semana para me dedicar 100% ao vestibular - aquilo que eu me preparo desde o começo do ano.

Aulas de manhã. É, bem diferente sim. O número de aulas, o tempo, o ritmo, os alunos... Aliás, os alunos é um ponto interessnate. A princípio, quem estuda lá é a burguesia. Não se paga menos do que R$ 460, R$ 500 por mês para se estudar de manhã no Anglo. Diga-se de passagem: os cursos do Anglo são excelentes. Diria, sem medo de errar, que é o melhor cursinho de São Paulo.

Mas voltando aos alunos, algo que gosto muito de ver é que a sala de estudos do Anglo está sempre cheia. E a maioria absoluta da sala pertence justamente ao período da manhã. As pessoas passam o dia - alguns até a noite - estudando. O legal é ver que há quem aproveite a oportunidade de estudar de manhã, ser bancado pelos pais e ter 100% do tempo dedicado ao vestibular. Eu não tive essa chance, mas acho muito legal quem tem e aproveita. Especialmente porque, até então, via muita gente que tinha essa chance jogar pela janela.

Senti uma ponta de inveja deles, confesso. Adoro estudar, ainda mais quando tenho um objetivo tão claro como passar no vestibular de jornalismo - que este ano é o curso mais concorrido da Fuvest, por sinal. Essa pontinha de inveja começou ainda em Londrina, quando conheci algumas pessoas da manhã - eu sou da noite. Senti vontade de poder me dedicar com ainda mais afinco para o vestibular. Muito mais do que a inveja, porém, foi a amizade que construí - ou comecei a construir - com aquelas pessoas.

Hoje fui à aula de manhã. Muito diferente,c omo eu dizia. Mais divertido, muito mais tarefas. Passei a tarde toda estudando. À noite, fui para a aula à noite. Das 7 da manhã às 10 da noite no cursinho. E vem aí a Fuvest, no próximo domingo, minha gente... Preparem-se!

domingo, 18 de novembro de 2007

Ah, Londrina...

Exatamente há uma semana atrás, eu estava em Londrina. Uma cidade belíssima do norte paranaense. Com quase 500 mil habitantes e IDH 0,824, Londrina é uma cidade muito atraente. Isso se vê mesmo ficando tão pouco tempo como fiquei - do fim da tarde de sábado à noite de domingo.

Para um paulistano nato como eu, Londrina tem muitos atrativos: o ar limpo, a infra-estrutura de cidade grande sem trânsito ou caos, organização, limpeza, beleza, mulheres belas... Além das boas referências que já tenho, em função de duas amigas minhas morarem lá e tecerem elogios sempre que pergunta a elas.

Não falei propositalmente sobre a Universidade Estadual de Londrina, a conhecida UEL. A universidade é excelente, famosa, com bom reconhecimento na minha área. E se no começo do ano, a idéia de mudar de cidade me parecia muito ruim, hoje eu já mudei completamente de opinião. Mudar de cidade, especialmente para um lugar como Londrina, me parece excelente.

O problema foi que a prova foi muito mais difícil do que todos esperávamos. Mas a história começa um pouco antes.

Sábado de manhã, rodoviária da Barra Funda. Começa a jornada rumo a Londrina. Fomos nos agrupando aos poucos. Seríamos oito, no total. Quase todos com o mesmo objetivo: medicina. Não era o meu caso. Aliás, eu acho que fui o único do Anglo - o cursinho, que organizou a viagem - que fui para lá prestar Jornalismo. Mais: o único a prestar um curso de humanas.

Ah, mas falando nisso, esqueci de citar que os oito que citei acima eram os "excluídos". Isso porque a viagem organizada pelo cursinho era limitada, mas venderam mais vagas do que de fato haviam. Deu overbook no ônibus!

Nos deram passagens de ônibus tradicional - os demais iram pelo ônibus fretado -, com um funcionário do Anglo junto, como monitor. Em Londrina, encontraríamos o resto do grupo.

Viagem boa, amizades novas. Letícia, a polaca, estudiosa, bela, educadíssima, inteligente, uma das pessoas mais simpáticas que conheci. Segundo ano de cursinho. Medicina. Thiago, o monitor. Interiorano, engraçado, companheiro. Guilherme, daqueles que aproveitam a vida. Queria odonto, mas queria sem muito saber se quer. Kaká, simpática, divertida, nos tornamos amigos num piscar de olhos - no caso, literalmente, entre uma soneca e outra da viagem. Ela também queria Medicina. Mari, menina tímida, muito bonita, simpática, inteligente, usa óculos - o que é sempre um charme. Medicina. Pedro, quieto, tímido, quase não falou conosco. Mas sei que ele queria Veterinária. A Carol também não era de falar muito. Nem sei se ela queria Medicina. Provavelmente sim.

Em Londrina, ficamos em um hotel cinco estrelas. Bom hotel. Quartos triplos. Dois candidatos à medicina. Eles, como quase todos da viagem, estudavam de manhã. É quase obrigatório: só se pode querer medicina se estudar de manhã, tiver tempo para se dedicar a isso.

Como chegamos já no fim da tarde, não tínhamos muito o que fazer além de descansar. O pessoal saiu para jantar, mas eu fui encontrar uma das pessoas mais fascinantes com quem já havia conversado: Jana.

Aquela mulher é muito diferente de tudo que vi por aí. Ela é linda, sem dúvida, seja pela pele, pelo cabelo, pelo rosto, pela boca, pelo corpo ou pelos olhos azuis-infinito, enfeitiçadores. Mas muito mais do que bela, ela é inteligentíssima, sagaz, nada fresca, maldosa, sarcástica, ácida, irônica. Mulher acima da média - até porque a média é uma merda, se permitem o trocadilho.

Fomos dar uma volta pela cidade e ela me mostrou um pouco daquela bela cidade. Eu mal tinha conseguido "chegar". Ainda estava cansado pela viagem e vê-la foi ótimo. Fomos comer no shopping - algo que parece igual em qualquer lugar. Rimos, nos divertimos com o pouco tempo que passamos juntos. E o tempo foi mais do que suficiente para me encantar com aquela bela cidade, com o pouco que ela me mostrou - que pareceu muito aos meus olhos.

Chega a manhã. E chegaram várias vezes para mim. Acordei duas ou três vezes já de manhã. Era cedo, dormia mais. Até acordar, ir tomar café e aguardar a hora de sair pra a prova. Sim, porque almoçar que é bom nada. Sairíamos meio-dia. Rodaríamos pela cidade toda, pelos pontos de prova, deixando cada um em um local para a prova.

Ponto a ponto, as pessoas foram ficando em seus locais de prova. O meu era o penúltimo. E lá fomos nós. Quatro horas de prova, 60 questões, muito texto, sociologia, filosofia. Imaginei que sociologia e filosofia não seriam tão pesados. Mas foram. Uma prova massacrante. Muito texto, questões sem ordem de matérias. Muito mais difícil do que eu esperava.

Curiosidades engraçadas, para não dizer ridículas, da prova da UEL: antes de entregar a prova, fui ao banheiro. Isso porque depois de entregue a prova, não era mais permitido. Na porta do banheiro, um detector de metais. Estranho, estranho. Mas tudo bem. Já dentro do banheiro, o monitor me acompanhou (??) e ficou me olhando enquanto eu, aham, urinava. Quer dizer, travei. Porra, que negócio é esse de ficar olhando enquanto mijo? Demorei um pouco para conseguir finalmente fazer o que tinha que fazer. Que coisa mais pentelha.

Fim de prova, fomos todos esperar o ônibus nos buscar. E esperamos. Duas horas. Deu tempo até de pegar o caderno da prova - que só pode ser retirado uma hora e meia depois do término da prova, algo que também não tem muito sentido, mas enfim.

Pelo atraso, tivemos que ir direto para a rodoviária. Chegamos faltando cinco minuitos para a partida. E achei que voltaríamos todos cansados, dormindo a viagem toda. Ledo engano. No primeiro trecho da viagem, antes da primeira parada, viemos conversando Thiago, Mari, Leticia e eu. Altas horas e a parada só serviu para comermos um pão de queijo.

O segundo trecho já teve um pouco de cochilo. Um pouco. Dormíamos um pouco, conversávamos um pouco. Aliás, só nós, porque o ônibus toda dormia. Só no último trecho da viagem que dormimos mais. Dormíamos mesmo, gostoso, quando o ônibus chegou a São Paulo. Eram 4:11 da manhã. A maioria do grupo - e dos alunos do Anglo que foram a Londrina - iria direto para as aulas, logo pela manhã. Eu, como estudava à noite, fui para casa. Isso, claro, depois que o metrô abriu, às 4:40 da manhã. Peguei o primeiro ônibus que saiu da estação, com destino à minha casa.

Dormi três horas depois que cheguei em casa. Fiquei como se estivesse fora do fuso horário. Voltei sabendo que precisaria trabalhar ainda no free lance que eu tinha. E estudar, muito, para dar conta do que viria pela frente: semana de revisão.

O saldo da viagem para Londrina foi muito positivo. A prova foi difícil, mas foi difícil para todos. Resta uma esperança. E além da diversão da viagem, as amizades ficam. Sem falar em ter encontrado Jana, uma pessoa fantástica. Tomara que eu passe para a segunda fase, para poder voltar para lá. Ah, Londrina...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Gentleman, start your engines!

Está iniciado a maratona. A partir deste fim de semana, começaram os vestibulares. Ok, no meu caso são dois: dominfo, 11/11, na UEL (Universidade Estadual de Londrina) e a Fuvest, no dia 25/11. Caso passe para a segunda fase da UEl, as provas serão nos dias 9 e 10/12. Já a Fuvest tem suas provas de segunda fase nos dias 6, 7 e 8 de janeiro.

Amanhã eu parto para Londrina (digo amanhã meramente por uma questão psicológica, uma vez que já é mais de uma da manhã e, na prática, já é sábado). Volto somente no domingo à noite, após a prova.

E vamos ver o que dá isso.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O mundo é um moinho, como diz Cartola

Autor. É assim que me sinto. Autor da minha vida, do meu rumo, da minha história. Incrível como é fácil diluir as expectativas e torna-se expectador da própria existência.

Enquanto trabalhava por meus sonhos futuros, meu presente estava apenas existindo, nada mais. Percebi que isso podia mudar. Percebi que há outros caminhos, que o sonho do futuro não será afetado pelo profissional do presente.

O mais grave é não ter mais orgulho do que faz. Aliás, muito antes disso, eu tive até vergonha. Fazer algo que não tem a qualidade que sei que poderia ter é triste. Ainda mais quando é imposto e, mais ainda, indiretamente, pelas relação entre empresas, clientes, parceiros, seja lá o que for.

De repente, a chance de mudar. Ser free. Como queria.

A falta de tempo, louca, insana, maluca. Agora não seria mais assim. Teria tempo para me dedicar à construção do meu sonho, com mais empenho, mais descansado, com dedicação mais intensa. O futuro com bloquinhos de papel (ou, até lá, palms ou notebooks) depende desse ano. De um dia desse ano.

É o vestibular. É preciso passar por ele primeiro. Se no ano passado faltou pouco, esse ano não pode faltar. E não vai. As loucuras de almoçar sozinho, em cinco, dez minutos, para depois ficar enfurnado nos livros, estudando tudo que posso. Isso não pode mais acontecer. Não é saudável. Preciso de dedicação, preciso de tempo.

Freelancer.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Cursos de direito sob ameaça do MEC

O blog não é (só) sobre educação, mas outra notícia chamou a atenção nesta quinta-feira. O Ministério da Educação ameaçou punir as faculdades com desempenho muito ruim no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e que tiveram índice ainda pior no exame da OAB.

Não é de hoje que, sabe-se, Direito é um curso muito lucrativo para as faculdades por aí. Qualquer faculdade mequetrefe abre, no mínimo, dois cursos: Administração e Direito. É lucro quase certo. Estes cursos, porém, nem sempre são feitos da melhor forma, e a qualidade acaba ficando prejudicada.

Segundo o MEC, 37 faculdades tiveram um desempenho considerado ruim (abaixo de 3 pontos, em um universo de 5 possíveis) no ENADE. Além disso, há um número considerável de faculdades com menos de 10% de aprovação no exame da OAB, que dá autorização ao bacharel em Direito em exercer a profissão.

Algumas faculdades de São Paulo, como Uninove, Uniban, FIC (Faculdade Integral Cantareira), UNIP (sim, aquela mesma que diz que tem um "enorme" número de aprovados no exame da Ordem) e Centro universitário Ibero-Americano.

No caso da UNIP, é fácil entender a propaganda que fazem. A universidade diz ter o maior número de aprovados do estado de São Paulo nbo exame da OAB. E é bem possível. Eles consideram o número absoluto de aprovados, não a porcentagem. E em números absolutos, uma universidade que tem centenas de campi espalhados por todo o estado realmente aprova "muito". A porcentagem de alunos aprovados, contudo, está em nível crítico, e por isso a "condenação" da OAB.

O MEC irá enviar comunicados às faculdades, pedindo justificativa pelo péssimo desempenho e cobrando providências. Uma análise será feita e, caso seja constado que a qualidade continua ruim, as faculdades podem ser proibidas de abrir concurso vestibular e, permanecendo com desempenho ruim, o fechamento do curso.

Leia a notícia completa no UOL Educação


Powered by ScribeFire.