Diário de bordo
Londrina, 25 de janeiro de 2008, 7h
O visor do celular marca "VIVO PR 43". Cheguei em Londrina já com o dia claro. Embora tenha havido paradas, consegui dormir em boa parte da viagem. Ouvi muita música no celular e no mp3 - músicas que me fizeram lembrar sensações e sentimentos que me trouxeram aqui.
Na rodoviária, uma simpática faixa da UEL recepcionava os calouros com boas vindas e indicava como chegar até a Universidade, usando as linhas de ônibus. Fiquei surpreendido, mas não deveria: a UEL é uma instituição que se preocupa muito com os alunos, ao que parece.
Fui tomar um café, essa bebida tão gostosa e que é fruto da terra - Londrina já foi uma das maiores produtoras de café do Brasil. Na hora de pagar a bebida, uma surpresa: custou só R$ 0,80. Um sinal do baixo custo de vida, comparado a São Paulo.
E um sinal também que os protestos veementes de moradores e principalmente de estudantes pelo que consideram um preço abusivo nos ônibus: R$ 2,00. Considerando o custo de vida da cidade, o preço é realmente alto - pouco menos do que os R$ 2,30 que pagamos em São Paulo.
Em um aspecto, Londrina e São Paulo são muito parecidos: pegar ônibus às 7h30 da manhã é sinônimo de lotação. Bom, talvez não tanta quanto em alguns ônibus de São Paulo, mas ainda assim, bem cheio. Não foi difícil reconhecer a UEL quando chegamos. Confirmei com o cobrador e desci, junto com muitos outros estudantes na mesma situação.
Fiz a matrícula tranqüilamente. Demorou algum tempo na fila, mas a organização foi tamanha quue esse não foi um problema, definitivamente. Ao entrar na sala onde seria feita a matrícula, cada aluno recebia uma senha, que seria chamada em um painel eletrônico. Para esperar, muitas cadeiras à disposição. Tudo organizado.
Na saída, os veteranos - muitas mulheres, por sinal - perguntavam o curso. Uma delas olhou para mim e falou: "você é jornalismo, não é?". Eu nem precisava responder que sim: calça jeans, camiseta sem estampas, cabelo curto, barba por fazer e óculos. Estava escrito na minha cara - ainda não literalmente - que eu faria jornalismo.
Eram duas meninas e um cara. Perguntaram de onde eu era, enquanto pintavam minha cara e meu braço com batom e tinta guache. Respondi que era de São Paulo, e uma delas disse que eu gostaria de Londrina. "Já gosto", respondi.
Voltei para a rodoviário ainda pintado, para tentar trocar a minha passagem - marcada para as 21h30 - por uma que tivesse um horário mais cedo - de preferência, o próximo ônibus, às 11h10. Era 10h25. "Só tem um lugar". "É o meu". Troquei a passagem e fui limpar o rosto.
Encontrei um outro estudante limpando o rosto. Ele também faria jornalismo e também chamava Felipe. Conversamos um pouco e ele me contou que era de São Paulo e que ainda esperava o resultado da UNESP para saber se viria definitivamente para Londrina.
Conversamos um pouco sobre universidades, expectativas, as cidades. Disse a ele que ainda esperava o resultado da Fuvest para também definir a minha vida. Ele iria no ônibus das
13h, disse que ia almoçar um hanbuerguer muito bom que tinha ali perto. Nos despedimos, desejando boa sorte um ao outro.
O lugar que tinha sobrado no ônibus era o pior, claro: poltrona 40, a última, ao lado do banheiro. Mas tudo bem, ao menos chegaria logo em casa e não precisaria ficar zanzando em Londrina sem ter dinheiro para fazer alguma coisa. E ao menos uma mulher ficou ao meu lado - uma menina, eu diria.
Dormi boa parte de viagem, terminei de ler Cem escovadas antes de ir para a camaI, de Melissa Panarello e comecei a ler outro livro. Cheguei em São Paulo pouco antes das 18h30, quando a noite começava a se desenhar no céu da capital paulista.
Era 18h30 e eu tinha passado praticamente 15 horas do dia em um ônibus, contando desde as 23:30 do dia anterior, quando tinha partido dali mesmo. Cheguei em Londrina às 7 da manhã, parti às 11h10. Quatro horas na bela cidade, e mais de meio dia dentro do ônibus.
Matrícula garantida, paixão por Londrina renovada, pulmões cheios de esperança, depois de respirar os ares do novo na cidade chamada de "capital do norte do Paraná". Este será um ano muito bom, eu posso sentir. Mesmo que eu não saiba onde estarei daqui a um mês, no dia 25 de fevereiro, data de início das aulas.
O visor do celular, agora, marca "VIVO SP 11". Daqui a um mês saberei se o visor ainda estará marcando a mesma mensagem ou se voltará a marcar aquela do início deste texto.
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sábado, 26 de janeiro de 2008
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Cursos de direito sob ameaça do MEC
O blog não é (só) sobre educação, mas outra notícia chamou a atenção nesta quinta-feira. O Ministério da Educação ameaçou punir as faculdades com desempenho muito ruim no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e que tiveram índice ainda pior no exame da OAB.
Não é de hoje que, sabe-se, Direito é um curso muito lucrativo para as faculdades por aí. Qualquer faculdade mequetrefe abre, no mínimo, dois cursos: Administração e Direito. É lucro quase certo. Estes cursos, porém, nem sempre são feitos da melhor forma, e a qualidade acaba ficando prejudicada.
Segundo o MEC, 37 faculdades tiveram um desempenho considerado ruim (abaixo de 3 pontos, em um universo de 5 possíveis) no ENADE. Além disso, há um número considerável de faculdades com menos de 10% de aprovação no exame da OAB, que dá autorização ao bacharel em Direito em exercer a profissão.
Algumas faculdades de São Paulo, como Uninove, Uniban, FIC (Faculdade Integral Cantareira), UNIP (sim, aquela mesma que diz que tem um "enorme" número de aprovados no exame da Ordem) e Centro universitário Ibero-Americano.
No caso da UNIP, é fácil entender a propaganda que fazem. A universidade diz ter o maior número de aprovados do estado de São Paulo nbo exame da OAB. E é bem possível. Eles consideram o número absoluto de aprovados, não a porcentagem. E em números absolutos, uma universidade que tem centenas de campi espalhados por todo o estado realmente aprova "muito". A porcentagem de alunos aprovados, contudo, está em nível crítico, e por isso a "condenação" da OAB.
O MEC irá enviar comunicados às faculdades, pedindo justificativa pelo péssimo desempenho e cobrando providências. Uma análise será feita e, caso seja constado que a qualidade continua ruim, as faculdades podem ser proibidas de abrir concurso vestibular e, permanecendo com desempenho ruim, o fechamento do curso.
Leia a notícia completa no UOL Educação
Não é de hoje que, sabe-se, Direito é um curso muito lucrativo para as faculdades por aí. Qualquer faculdade mequetrefe abre, no mínimo, dois cursos: Administração e Direito. É lucro quase certo. Estes cursos, porém, nem sempre são feitos da melhor forma, e a qualidade acaba ficando prejudicada.
Segundo o MEC, 37 faculdades tiveram um desempenho considerado ruim (abaixo de 3 pontos, em um universo de 5 possíveis) no ENADE. Além disso, há um número considerável de faculdades com menos de 10% de aprovação no exame da OAB, que dá autorização ao bacharel em Direito em exercer a profissão.
Algumas faculdades de São Paulo, como Uninove, Uniban, FIC (Faculdade Integral Cantareira), UNIP (sim, aquela mesma que diz que tem um "enorme" número de aprovados no exame da Ordem) e Centro universitário Ibero-Americano.
No caso da UNIP, é fácil entender a propaganda que fazem. A universidade diz ter o maior número de aprovados do estado de São Paulo nbo exame da OAB. E é bem possível. Eles consideram o número absoluto de aprovados, não a porcentagem. E em números absolutos, uma universidade que tem centenas de campi espalhados por todo o estado realmente aprova "muito". A porcentagem de alunos aprovados, contudo, está em nível crítico, e por isso a "condenação" da OAB.
O MEC irá enviar comunicados às faculdades, pedindo justificativa pelo péssimo desempenho e cobrando providências. Uma análise será feita e, caso seja constado que a qualidade continua ruim, as faculdades podem ser proibidas de abrir concurso vestibular e, permanecendo com desempenho ruim, o fechamento do curso.
Leia a notícia completa no UOL Educação
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Curso técnico nas escolas estaduais a partir de 2008
Segundo informação do UOL Educação, as escolas técnicas estaduais de São Paulo terão algumas disciplinas de ensino técnico a partir do próximo ano letivo. A idéia é, claro, preparar melhor os alunos para o mercado de trabalho. A proposta trará ainda reforço para alunos que pretendem prestar vestibular.
A idéia, por si, é muito boa. É ótimo que a escola dê uma formação básica também profissional, ainda que em poucas disciplinas.
A idéia de dar foco maior para as disciplinas do vestibular para os alunos do último ano do Ensino Médio é igualmente interessante. A diferença entre estes alunos e os de escolas particular é colossal hoje. Uma medida que vise diminuir esta diferença de forma efetiva, como esta, é muito válida.
Mas é preciso que o governo invista muito em educação básica, no esnino fundamental. O problema das escolas está ali, nesta formação primordial. Com a melhora desta educação de base, as reformas no ensino médio serão mais possíveis e ainda mais efetivas.
A idéia, por si, é muito boa. É ótimo que a escola dê uma formação básica também profissional, ainda que em poucas disciplinas.
A idéia de dar foco maior para as disciplinas do vestibular para os alunos do último ano do Ensino Médio é igualmente interessante. A diferença entre estes alunos e os de escolas particular é colossal hoje. Uma medida que vise diminuir esta diferença de forma efetiva, como esta, é muito válida.
Mas é preciso que o governo invista muito em educação básica, no esnino fundamental. O problema das escolas está ali, nesta formação primordial. Com a melhora desta educação de base, as reformas no ensino médio serão mais possíveis e ainda mais efetivas.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Avaliação continuada chega ao vestibular da USP
A idéia da direção da Universidade de São Paulo é trazer mais alunos da rede pública de ensino para dentro da instituição, com um processo seletivo seriado. O aluno faria um exame ao final de cada ano do Ensino Médio, com conteúdo referente somente à série em questão. Meta é ter 50% de alunos de escolas públicas em 2011, diz a reitora Suely Vilela.
A idéia é ótima, torna a avaliação do vestibular até mais justa e menos opressora. Tenho dúvidas se ela seria de fato mais inclusiva, a não ser que a avaliação seja válida apenas para alunos de escolas públicas.
Um outro problema é igualar a grade curricular e os conteúdos das disciplinas para que sejam dadas no mesmo ano. Só assim será possível a aplicação da prova de avaliação seriada.
O maior problema não está na postura da USP. O problema é a baixíssima qualidade do ensino público no Brasil. As ações da USP são apenas medidas paliativas. O vestibular seriado pode ser uma medida que fique e dê certo mesmo com a melhora do ensino público, justamente por ser mais justa. Mas os incentivos, como os 3% a mais na nota para os alunos da rede pública, devem ser vistos apenas como uma tentativa de igualar o inigualável - ao menos hoje.
O Estado de São Paulo ficou com uma das piores avaliações em ensino no país. É preciso ações efetivas, que envolvem investimentos em infra-estrutura e nos profissionais da educação, desvalorizados há muito tempo.
Leia a notícia completa no G1
A idéia é ótima, torna a avaliação do vestibular até mais justa e menos opressora. Tenho dúvidas se ela seria de fato mais inclusiva, a não ser que a avaliação seja válida apenas para alunos de escolas públicas.
Um outro problema é igualar a grade curricular e os conteúdos das disciplinas para que sejam dadas no mesmo ano. Só assim será possível a aplicação da prova de avaliação seriada.
O maior problema não está na postura da USP. O problema é a baixíssima qualidade do ensino público no Brasil. As ações da USP são apenas medidas paliativas. O vestibular seriado pode ser uma medida que fique e dê certo mesmo com a melhora do ensino público, justamente por ser mais justa. Mas os incentivos, como os 3% a mais na nota para os alunos da rede pública, devem ser vistos apenas como uma tentativa de igualar o inigualável - ao menos hoje.
O Estado de São Paulo ficou com uma das piores avaliações em ensino no país. É preciso ações efetivas, que envolvem investimentos em infra-estrutura e nos profissionais da educação, desvalorizados há muito tempo.
Leia a notícia completa no G1
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
USP seleciona alunos do ensino médio para receber bolsa científica
A USP (Universidade de São Paulo) vai oferecer 400 bolsas de pré-iniciação científica para alunos de ensino médio da rede pública estadual e 600 de iniciação científica para alunos da instituição. A oficialização do programa será feita na quinta-feira (20), no auditório do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.
Excelente iniciativa de inclusão social e, mais do que isso, oportunidade de participação do aluno da escola pública de projetos de desenvolvimento científico. Tomara que vingue!
A notícia completa você lê aqui: UOL Educação
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Causos do ENEM
No ano passado, me distraí, perdi a hora e tive que sair correndo de casa. Demoraria uma hora para chegar. Esqueci de preencher o questionário sócio-econômico. Pensei "Preencho no metrô, que estará vazio, afinal, é domingo. Metrô lotado. Caneta e manual na mão, aperto para todos os lados. vamos que vamos.
Chega a estação para descer. Correria. Está quase na hora de começar a prova. Corre, corre, corre e cheguei na sala. Último a entrar. Sento na cadeira, suando. Começa a prova.
Para não passar por tudo de novo, saí mais cedo este ano. Bem mais cedo. Cheguei com quase uma hora de antecipação. Precaução e Caldo de galinha não fazem mal a ninguém, diriam os antigos.
Desta vez cheguei cedo. Com a tranquilidade que irrita alguns, sentei no chão, próximo à porta, encostado na parede, como alguns outros já estavam. Ouvindo música, esperei que o tempo passasse.
Fico reparando na expressão de ansiedade, nervosismo, às vezes até desespero das pessoas na hora de fazer a prova. Eu nunca tive esse problema de nervosismo para provas como vestibular e ENEM, embora eu fique, sim ansioso por elas.
Eis que a prova vem, com sua característica principal mantida: muitos textos e questões bastante interpretativas. Mas a prova deste ano de 2007 bateu todos os recordes: nunca vi algo tão fácil em toda minha vida! Nem aquelas provas de livros juvenis que fazemos na quinta série, onde as sentenças do livro viram perguntas a serem respondidas ("João e Maria andavam pela floresta" e a pergunta era: "por onde andavam João e Maria?").
Algumas das questões do ENEM foram simplesmente um insulto à inteligência. Ok, o ENEM é um exame que tem por objetivo avaliar, positivamente, o ensino no Brasil. Mas realmente este ano foi um exagero.
O tempo mínimo para sair da sala era 2 horas. Normalmente, costumo dizer o mesmo que ouvi no cursinho, ano passado: quem sai da sala no tempo mínimo está abandonando a prova. Não é possível fazer uma prova como a Fuvest, por exemplo, no tempo mínimo. Aliás, nem no tempo máximo é possível fazer com calma! Mas este ano foi exceção.
Com o tempo mínimo de prova transcorrido, eu já tinha terminado a prova objetiva. Como sobrou muito tempo, reli a prova, checando cada alternativa que tinha escolhido e já passando as respostas para o gabarito. Quando finalmente acabei, ainda faltava uma hora e meia para o fim do tempo de prova. Fiz a redação e, meia hora depois, já não tinha o que fazer. Às 17 horas, entreguei a prova mais fácil que já tinha feito.
Saí com a sensação de ter acertado todas. Sabia que isso não aconteceria, porque sempre tem uma questão ou outra que erramos por bobeira. E, de fato, aconteceu: errei 4 questões. 59 acertos, em 63 questões. Ótimo, mas dava para fazer ainda mais.
Dois dias de conversa depois da prova, percebi que realmente tinha sido a prova mais fácil do ENEM em todos os tempos. Todo mundo foi bem, cada um a seu modo, no seu padrão.
O primeiro passo para a Fuvest foi dado. Agora é repetir o sucesso na prova da Fuvest (essa de verdade, não essa piada do ENEM) e fazer o máximo de pontos possível.
(Faltam 87 dias)
Chega a estação para descer. Correria. Está quase na hora de começar a prova. Corre, corre, corre e cheguei na sala. Último a entrar. Sento na cadeira, suando. Começa a prova.
Para não passar por tudo de novo, saí mais cedo este ano. Bem mais cedo. Cheguei com quase uma hora de antecipação. Precaução e Caldo de galinha não fazem mal a ninguém, diriam os antigos.
Desta vez cheguei cedo. Com a tranquilidade que irrita alguns, sentei no chão, próximo à porta, encostado na parede, como alguns outros já estavam. Ouvindo música, esperei que o tempo passasse.
Fico reparando na expressão de ansiedade, nervosismo, às vezes até desespero das pessoas na hora de fazer a prova. Eu nunca tive esse problema de nervosismo para provas como vestibular e ENEM, embora eu fique, sim ansioso por elas.
Eis que a prova vem, com sua característica principal mantida: muitos textos e questões bastante interpretativas. Mas a prova deste ano de 2007 bateu todos os recordes: nunca vi algo tão fácil em toda minha vida! Nem aquelas provas de livros juvenis que fazemos na quinta série, onde as sentenças do livro viram perguntas a serem respondidas ("João e Maria andavam pela floresta" e a pergunta era: "por onde andavam João e Maria?").
Algumas das questões do ENEM foram simplesmente um insulto à inteligência. Ok, o ENEM é um exame que tem por objetivo avaliar, positivamente, o ensino no Brasil. Mas realmente este ano foi um exagero.
O tempo mínimo para sair da sala era 2 horas. Normalmente, costumo dizer o mesmo que ouvi no cursinho, ano passado: quem sai da sala no tempo mínimo está abandonando a prova. Não é possível fazer uma prova como a Fuvest, por exemplo, no tempo mínimo. Aliás, nem no tempo máximo é possível fazer com calma! Mas este ano foi exceção.
Com o tempo mínimo de prova transcorrido, eu já tinha terminado a prova objetiva. Como sobrou muito tempo, reli a prova, checando cada alternativa que tinha escolhido e já passando as respostas para o gabarito. Quando finalmente acabei, ainda faltava uma hora e meia para o fim do tempo de prova. Fiz a redação e, meia hora depois, já não tinha o que fazer. Às 17 horas, entreguei a prova mais fácil que já tinha feito.
Saí com a sensação de ter acertado todas. Sabia que isso não aconteceria, porque sempre tem uma questão ou outra que erramos por bobeira. E, de fato, aconteceu: errei 4 questões. 59 acertos, em 63 questões. Ótimo, mas dava para fazer ainda mais.
Dois dias de conversa depois da prova, percebi que realmente tinha sido a prova mais fácil do ENEM em todos os tempos. Todo mundo foi bem, cada um a seu modo, no seu padrão.
O primeiro passo para a Fuvest foi dado. Agora é repetir o sucesso na prova da Fuvest (essa de verdade, não essa piada do ENEM) e fazer o máximo de pontos possível.
(Faltam 87 dias)
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
100 dias
16 de agosto de 2008. Faltam exatos 100 dias para a FUVEST. É o dia mais importante deste meu ano. É para que estou me preparando, é causa de eu não dormir muito, é meu sonho, é minha alegria, minha ansiedade, minha dedicação.
Que nestes 100 dias eu possa estar ainda mais preparado.
(OBS: como já passou da meia noite, já faltam 99 dias hehe)
Que nestes 100 dias eu possa estar ainda mais preparado.
(OBS: como já passou da meia noite, já faltam 99 dias hehe)
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Trabalho, estudo e vícios
Não faz muito tempo que meus amigos me chamavam de workaholic. Trabalhava 10, 11, 12 horas por dia. E gostava do trabalho, ainda que não fosse exatamente da minha área. Sentia que fazia algo útil, importante.
Este período durou o fim da faculdade e o começo do ano seguinte ao término dela. Quando chegou o quinto mês daquele ano, comecei a estudar de novo. E não parei desde então.
A faculdade de jornalismo era meu objetivo. No fim da primeira faculdade eu já tinha feito as provas do vestibular - dias depois de defender o meu TCC e sem estudar uma página sequer -, sem sucesso, é claro. Resolvi, no ano seguinte, que iria me preparar. Nunca tinha feito cursinho, tinha entrado direto do colegial na primeira vez.
Eis que o vestibular virou uma obsessão. USP, USP, USP. Meu objetivo, que era passar na PUC e tentar uma bolsa, ficou para trás. Cheguei mesmo a prestar a prova da PUC e passar. Como o resultado saiu dias antes da prova de segunda fase da Fuvest - que faz o vestibular da USP -, não sei nenhuma importância à aprovação. Queria USP. E estava confiante.
Não deu. Não passei na USP. E resolvi que faria outro ano de preparação e tentaria de novo. Nunca desisti fácil de nada, não seria diferente desta vez. Abri mão de muitas coisas pra poder estudar. Gosto de estudar e com um objetivo tão claro e tão árduo de ser alcançado, me dediquei muito. Amigos, família, todos ficaram em segundo plano.
Já no meio da caminhada no segundo ano, me deparei com uma reportagem sobre um novo tipo de doença, que foi publicada no caderno Fovest, da Folha de S. Paulo: studentholic. São pessoas que pensam o tempo todo em estudar e qualquer outra atividade os deixa com a consciência pesada.
Pensei um pouco e vi que eu estou assim. Tudo que não for estudo me deixa preocupado, porque não estou estudando.
Entre os depoimentos dados na reportagem, chama a atenção a questão de evitar o namoro. De fato, muitas pessoas não entendem quando a outra diz que precisa estudar. Muitas vezes soa como desculpa. Eu já ouvi várias vezes isso. Não à toa eu não me envolvo com ninguém nesse período. Quero tempo para dedicar a mim mesmo e aos estudos, principalmente.
Este período durou o fim da faculdade e o começo do ano seguinte ao término dela. Quando chegou o quinto mês daquele ano, comecei a estudar de novo. E não parei desde então.
A faculdade de jornalismo era meu objetivo. No fim da primeira faculdade eu já tinha feito as provas do vestibular - dias depois de defender o meu TCC e sem estudar uma página sequer -, sem sucesso, é claro. Resolvi, no ano seguinte, que iria me preparar. Nunca tinha feito cursinho, tinha entrado direto do colegial na primeira vez.
Eis que o vestibular virou uma obsessão. USP, USP, USP. Meu objetivo, que era passar na PUC e tentar uma bolsa, ficou para trás. Cheguei mesmo a prestar a prova da PUC e passar. Como o resultado saiu dias antes da prova de segunda fase da Fuvest - que faz o vestibular da USP -, não sei nenhuma importância à aprovação. Queria USP. E estava confiante.
Não deu. Não passei na USP. E resolvi que faria outro ano de preparação e tentaria de novo. Nunca desisti fácil de nada, não seria diferente desta vez. Abri mão de muitas coisas pra poder estudar. Gosto de estudar e com um objetivo tão claro e tão árduo de ser alcançado, me dediquei muito. Amigos, família, todos ficaram em segundo plano.
Já no meio da caminhada no segundo ano, me deparei com uma reportagem sobre um novo tipo de doença, que foi publicada no caderno Fovest, da Folha de S. Paulo: studentholic. São pessoas que pensam o tempo todo em estudar e qualquer outra atividade os deixa com a consciência pesada.
Pensei um pouco e vi que eu estou assim. Tudo que não for estudo me deixa preocupado, porque não estou estudando.
Entre os depoimentos dados na reportagem, chama a atenção a questão de evitar o namoro. De fato, muitas pessoas não entendem quando a outra diz que precisa estudar. Muitas vezes soa como desculpa. Eu já ouvi várias vezes isso. Não à toa eu não me envolvo com ninguém nesse período. Quero tempo para dedicar a mim mesmo e aos estudos, principalmente.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Para acabar com o mito da transferência
Muitos já ouviram aquela idéial "genial" de prestar vestibular na USP para qualquer curso e depois pedir transferência. Ou mesmo pedir transferência para um curso da USP, que seria mais fácil do que o vestibular.
Balela.
O Estadão informa:
Transferência para Medicina USP tem 120 candidatos por vaga
Não existe uma transferência "interna" na USP. Quem quer mudar de curso tem que disputar como qualquer candidato de qualquer universidade, a tapa, uma das vagas abertas.
E não pense que é só medicina que é concorrido. Jornalismo e Publicidade, dois dos mais concorridos cursos no vestibular da FUVEST, abriram apenas uma vaga cada.
Assim como eu já tinha ouvido, a transferência é muito mais concorrida que o próprio vestibular.
Fonte: FUVEST - Transferencia 2008
Balela.
O Estadão informa:
Transferência para Medicina USP tem 120 candidatos por vaga
Não existe uma transferência "interna" na USP. Quem quer mudar de curso tem que disputar como qualquer candidato de qualquer universidade, a tapa, uma das vagas abertas.
E não pense que é só medicina que é concorrido. Jornalismo e Publicidade, dois dos mais concorridos cursos no vestibular da FUVEST, abriram apenas uma vaga cada.
Assim como eu já tinha ouvido, a transferência é muito mais concorrida que o próprio vestibular.
Fonte: FUVEST - Transferencia 2008
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