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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Metalinguagem

Mil idéias. Vontade de transformar tudo em palavras. Um turbilhão de palavras, que se alinham em frases e, de repente, somem porque surge uma outra combinação, outras palavras, outras frases. Vontade de escrever tudo, falar sobre tudo, colocar tudo em um texto.
A entrada do ano de 2009, com a família, as mudanças, as lembranças do ano passado, quando a virada do ano foi só o começo... A Fuvest, que me tomou dois anos de preparação, era o prato do dia. Aliás, dos dias: de todos que antecederam os três dias de prova, iniciadas no primeiro final de semana do ano. Vi amigos passando pelo mesmo que passei, pensei o quanto isso mexe com a gente, o quanto transforma nossas vidas.

Pensei que mudou a minha vida. Que eu iria para Londrina, outra cidade, outra vida. Que acabou me dando a chance de conhecer pessoas que se tornaram amigos de um jeito incrível, como se já nos conhecessemos há anos. Como se a amizade já existisse e o que faltava era apenas se encontrar.

Em 2008, comecei o ano com um pedido. Mais: uma obssessão. Queria passar no vestibular. Só isso. Nenhum outro pedido. A realização desse pedido foi tão boa que só pude agradecer o resto do ano por isso. Por ter conseguido.

2009 começou e me perguntaram o que eu queria, quais era meus objetivos para 2009. Pensei e vi que não tinha nada tão claro quanto no ano anterior. Profissionalmente, não tenho pressa. Sei que uma hora ou outra virá algo bom. Tenho ótimos amigos, uma família que gosto. O que mais posso querer?

Pensei mais um pouco. Tive um ano sem grana. Do começo ao fim. Mas não ligo: minha preocupação é só não ficar devendo. O resto eu dou um jeito. Então, o que poderia querer? Pensei em escrever textos sobre quantas vezes já pedi muitas coisas, já coloquei muitos objetivos. Pensei, pensei, mas não escrevi.

Lembrei que foi um ano (ou mais um ano) que não encontrei muitas vezes meu coração. E quando o encontrei, não consegui dá-lo a ninguém. A quem eu quis, não se dispôs a tanto. Na verdade, foi só uma vez. Depois de muito tempo, me apaixonei por alguém. Embora não tenha dado em nada, já é alguma coisa. Pensei em escrever sobre isso, pensei em histórias, mas seria muito melhor escrever isso no Miguelar é preciso.

Para 2009, meu pedido é só que se mantenham as coisas boas de 2008. E que venham surpresas, que são sempre boas! E escrevi isso que acabaram de ler.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Lembranças de um ano bom, parte 1: FUVEST 2008

O texto a seguir é de 6 de fevereiro, assim que soube que tinha passado no vestibular da Fuvest 2008, para jornalismo - o curso mais concorrido do ano (41.63 candidatos por vaga). Escrevi ainda com o sangue fervendo de alegria. E, desde então até hoje, ficou no meu perfil do Orkut. Vejam:

Houve um momento, há quase 12 anos, que ouvi pela primeira vez: "você deve ser jornalista". Era aula de redação na quinta série. E quem me falou isso foi a professora.

O tempo passou e o que eu decidi fazer passava longe de jornalismo: queria ser designer de games. Computação gráfica era uma grande paixão. Por falta de opção, acabei no curso universitário que mais se aproximava do que eu queria: Comunicação e Multimeios, pela PUC-SP. E foi lá que tive contato com jornalismo pela primeira vez, em uma oficina. Foi paixão imediata. E dali em diante eu sabia que seria jornalista. Mas quis terminar o curso, porque não queria perder a bolsa, que foi tão difícil de conseguir.

Chegou o fim de curso e resolvi colocar em prática a idéia antiga: ser jornalista. Fui atrás da formação. Não consegui fazer o curso na própria PUC, então decidi que seria na ECA. Seria ECA ou nada!

2006. Ano que me esforcei, estudei, me dediquei. Não foi suficiente. Cheguei à segunda fase, senti cheiro da vitória, mas não pude saboreá-la. E agora? Mais um ano de estudo.

Um ano inteiro de dedicação, mais do que o ano anterior. Dedicação máxima, o tempo todo, estudos, livros, exercícios. Fins de semana, feriados, noites. Saí do meu trabalho, no fim do ano, para me dedicar exclusivamente aos estudos. Viveria de freelances.

2008. O ano começa com uma boa notícia: a aprovação na UEL. A formação de jornalista estava garantida. Três semanas depois, chega a notícia: Jornalismo noturno, USP: aprovado! Era o fim da caminhada rumo à USP, o começo da carreira como jornalista de fato.

Antes mesmo de começarem as aulas oficialmente, chega a notícia de um possível freelance. Mas dessa vez era diferente: seria como jornalista. E depois de apenas uma aula na faculdade, a boa notícia: o primeiro freelance como jornalista na grande mídia. E é só o começo... A Copa do Mundo me espera! :)