Autor. É assim que me sinto. Autor da minha vida, do meu rumo, da minha história. Incrível como é fácil diluir as expectativas e torna-se expectador da própria existência.
Enquanto trabalhava por meus sonhos futuros, meu presente estava apenas existindo, nada mais. Percebi que isso podia mudar. Percebi que há outros caminhos, que o sonho do futuro não será afetado pelo profissional do presente.
O mais grave é não ter mais orgulho do que faz. Aliás, muito antes disso, eu tive até vergonha. Fazer algo que não tem a qualidade que sei que poderia ter é triste. Ainda mais quando é imposto e, mais ainda, indiretamente, pelas relação entre empresas, clientes, parceiros, seja lá o que for.
De repente, a chance de mudar. Ser free. Como queria.
A falta de tempo, louca, insana, maluca. Agora não seria mais assim. Teria tempo para me dedicar à construção do meu sonho, com mais empenho, mais descansado, com dedicação mais intensa. O futuro com bloquinhos de papel (ou, até lá, palms ou notebooks) depende desse ano. De um dia desse ano.
É o vestibular. É preciso passar por ele primeiro. Se no ano passado faltou pouco, esse ano não pode faltar. E não vai. As loucuras de almoçar sozinho, em cinco, dez minutos, para depois ficar enfurnado nos livros, estudando tudo que posso. Isso não pode mais acontecer. Não é saudável. Preciso de dedicação, preciso de tempo.
Freelancer.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Boca fechada, pensamento ativado
Não vou negar, este post é uma cópia sem vergonha do post dela. Mas como o que é bom deve mesmo ser copiado, lá vamos nós.
Tava lá, na minha rotina matinal de ser o primeiro a chegar ao trabalho, já tinha conversado com outro madrugador e metido o pau na empresa, falado mal de uma pessoa que se acha gestor-de-alguma-coisa e comemorado o fato de ser sexta, embora ainda fosse quinta.
Eis que o telefone da sala começa a tocar. Loucamente. Não havia alguém para atendê-lo e eu, solícito, puxei a ligação. Uma pessoa pediu ajuda em algo que eu não sei o que é, não é o meu trabalho. Pediu se alguém que sabia do projeto podia atendê-la. Olhei para os lados e não vi ninguém habilitado para tal tarefa.
- Não tem ninguém aqui para te atender, mas me deixe seu nome e telefone que eu peço para te ligarem, assim que chegar alguém.
Esperava que a pessoa me desse o nome e número e tudo certo. Até tinha pensado em ver qual era o problema, de repente eu saberia como ajudá-la.
- É algo muito urgente. Estou no ramal X e vou entrar em reunião daqui a meia hora com a diretora executiva. É UR-GEN-TÍS-SI-MO! Estou aqui no andar de cima e alguém tem que resolver isso aqui!
- Ok, anotado. Peço para ligarem quando chegar alguém.
Ah, mas a vontade era responder diferente. Versão pensamentos:
- É algo muito urgente. Estou no ramal X e vou entrar em reunião daqui a meia hora com a diretora executiva. É UR-GEN-TÍS-SI-MO! Estou aqui no andar de cima e alguém tem que resolver isso aqui!
- É mesmo? E vocês contrataram suporte 24 horas? Não né? Então não adianta ligar antes do expediente deles bufando. E quer saber mais? Nem faz parte do meu trabalho isso aí. Não tenho nada a ver com isso. Por mim, que se exploda você e esse projeto, não dou a mínima!
Ah, se pudéssemos falar tudo que pensamos...
Tava lá, na minha rotina matinal de ser o primeiro a chegar ao trabalho, já tinha conversado com outro madrugador e metido o pau na empresa, falado mal de uma pessoa que se acha gestor-de-alguma-coisa e comemorado o fato de ser sexta, embora ainda fosse quinta.
Eis que o telefone da sala começa a tocar. Loucamente. Não havia alguém para atendê-lo e eu, solícito, puxei a ligação. Uma pessoa pediu ajuda em algo que eu não sei o que é, não é o meu trabalho. Pediu se alguém que sabia do projeto podia atendê-la. Olhei para os lados e não vi ninguém habilitado para tal tarefa.
- Não tem ninguém aqui para te atender, mas me deixe seu nome e telefone que eu peço para te ligarem, assim que chegar alguém.
Esperava que a pessoa me desse o nome e número e tudo certo. Até tinha pensado em ver qual era o problema, de repente eu saberia como ajudá-la.
- É algo muito urgente. Estou no ramal X e vou entrar em reunião daqui a meia hora com a diretora executiva. É UR-GEN-TÍS-SI-MO! Estou aqui no andar de cima e alguém tem que resolver isso aqui!
- Ok, anotado. Peço para ligarem quando chegar alguém.
Ah, mas a vontade era responder diferente. Versão pensamentos:
- É algo muito urgente. Estou no ramal X e vou entrar em reunião daqui a meia hora com a diretora executiva. É UR-GEN-TÍS-SI-MO! Estou aqui no andar de cima e alguém tem que resolver isso aqui!
- É mesmo? E vocês contrataram suporte 24 horas? Não né? Então não adianta ligar antes do expediente deles bufando. E quer saber mais? Nem faz parte do meu trabalho isso aí. Não tenho nada a ver com isso. Por mim, que se exploda você e esse projeto, não dou a mínima!
Ah, se pudéssemos falar tudo que pensamos...
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Controle de tráfego ou censura?
Sempre tivemos total liberdade de acesso à Internet no trabalho, até por trabalharmos com isso. Recentemente, porém, o quadro mudou. As administradores da rede bloquearam o acesso ao orkut e ao youtube. E a lista de "sites proibidos" irá aumentar.
Segundo a informação dada por um dos responsáveis por colocar em prática os bloqueios, a idéia não é de censura, mas sim de controle de tráfego. O link de internet utilizado no prédio - pequeno, dois andares e umas 50 pessoas trabalhando neles, no máximo - tem apenas 1 MB. A proibição é uma "economia de banda".
Duas questões me parecem discutíveis:
1) Por que diabos uma empresa tem um link de APENAS 1 MB (o mesmo que eu uso em casa) em um prédio com 50 pessoas que utilizam computadores para trabalhar?
2) Será que proibir orkut e youtube diminui, efetivamente, o tráfego de dados e economiza banda? Porque ao que parece, os sites de portais como Terra e UOL são bastante acessados.
É sim uma censura. O problema é a visão pequena de quem manda aplicar este tipo de medida. Em uma empresa que trabalha com Gestão do Conhecimento, tecnologia, Internet e mídias digitais, proibir o acesso a estes sites me parece pouco inteligente. O esquema de trabalho de fábrica não se aplica em um lugar assim.
De qualquer forma, as consuras devem ser cada vez mais freqüentes nas empresas. Mas até quando os mecanismos de controle de acesso são os mais eficientes?
Em termos de gestão, certamente não são.
Segundo a informação dada por um dos responsáveis por colocar em prática os bloqueios, a idéia não é de censura, mas sim de controle de tráfego. O link de internet utilizado no prédio - pequeno, dois andares e umas 50 pessoas trabalhando neles, no máximo - tem apenas 1 MB. A proibição é uma "economia de banda".
Duas questões me parecem discutíveis:
1) Por que diabos uma empresa tem um link de APENAS 1 MB (o mesmo que eu uso em casa) em um prédio com 50 pessoas que utilizam computadores para trabalhar?
2) Será que proibir orkut e youtube diminui, efetivamente, o tráfego de dados e economiza banda? Porque ao que parece, os sites de portais como Terra e UOL são bastante acessados.
É sim uma censura. O problema é a visão pequena de quem manda aplicar este tipo de medida. Em uma empresa que trabalha com Gestão do Conhecimento, tecnologia, Internet e mídias digitais, proibir o acesso a estes sites me parece pouco inteligente. O esquema de trabalho de fábrica não se aplica em um lugar assim.
De qualquer forma, as consuras devem ser cada vez mais freqüentes nas empresas. Mas até quando os mecanismos de controle de acesso são os mais eficientes?
Em termos de gestão, certamente não são.
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