Finalmente, acabaram as eleições. O último dia 31 foi o final de um processo que foi doloroso, pelas tristes campanhas feitas, cheias de ataques, usando táticas de ataques inescrupulosos. Mais do que isso, a campanha online foi terrível. E-mails de "denúncia" para lá e para lá, com supostos "dados" que implicavam contra o candidato ou a candidata.
Eu vivi uma situação que me causa incômodo até agora. Um dos muitos e-mails de "denúncia" que chegou tratava do tal bolsa-família. Um porteiro em uma cidade do nordeste tinha pedido demissão, porque seu salário de R$ 800 era superado por auxílios que totalizavam R$ 1.900, dando links para a lei do bolsa-família para "comprovar" os dados. Claro, a ideia era bater no PT e na Dilma, criticando o programa.
Achando aquilo muito estranho, porque havia auxílios do tipo "vale transporte", eu fui checar os benefícios. Encontrei muitos deles não existentes e dos que sobraram, três deles ainda estavam ativos. Dos três benefícios, dois deles eram de 2001 e um de 2003. Isso significa que dois deles eram do governo Fernando Henrique, enquanto um era do governo Lula. Ou seja, já complicou a crítica.
Respondi a todos (já que os e-mails estavam abertos) perguntando se alguém tinha checado e mostrando o que eu tinha conferido. Disse ainda que era preciso cuidado com essas coisas, porque esse diz-que-me-diz era só prejudicial.
O resultado? Quem me encoaminhou o e-mail ficou muito bravo comigo, a ponto de não querer mais sequer conversar. Disse que se sentiu desmentida para os amigos, porque eu respondi a todos. Me desculpei, porque a ideia não era desmenti-la para os amigos, mas esclarecer algo que era, claramente, uma mentira.
Isso foi antes da eleição. Achei que o depois da eleição seria um pouco melhor. Ledo engano. Com a vitória de Dilma, começaram a surgir manifestações insatisfeitas, o que é muito natural e democrático. O problema é que foi além disso. "O povo é ignorante, nãio sabe votar". Acho engraçado porque quem fala isso não se considera povo, imagino.
E ficou pior. "Mate um nordestino", "Escola para eles", "Essas pessoas que mal sabem ler e escrever podem votar, vergonha". O Tumblr Xenofobia Não juntou algumas das piores manifestações nesse sentido, que faz ter nojo dessas pessoas. É contra os seres humanos. Isso sim é ser contra a vida.
É ignorância porque as grandes capitais são formadas, todas, por migrantes. São Paulo e Rio de Janeiro, duas das maiores, receberam uma parcela gigante de nordestinos que ajudaram a formar a cidade e torná-las grandes. Até hoje, são esses migrantes e seus descendentes que ajudam a manter a força de trabalho.
Aliás, isso gera um preconceito interno, dentro da própria cidade de São Paulo, onde vivo, contra as pessoas da periferia - muitas delas nordestinos ou descendentes. O argumento é sempre esse: "ignorantes", falando da sua falta de escolaridade - que nem sempre é verdade, diga-se, mas mesmo se fosse, não seria motivo. Já cheguei a ouvir que quem tem ensino superior deveria ter "peso 2" no voto. Isso mesmo: quem não tiver oportunidade de estudar, não terá o mesmo peso de voto, o que, em tese, aumentaria a diferença social, já que quem é estudado e pertence a uma outra classe social tem interesses diferentes daqueles que não têm.
Quero fechar aqui dizendo o seguinte: é inocência achar que Dilma venceu a eleição por causa de bolsa-família. Há muito mais envolvido. No tão aclamado Sudeste, Dilma teve mais votos que Serra se os estados forem somados. E mesmo sem Norte e Nordeste, a candidata do PT teria vencido, como mostra matéria do G1.
Precisamos parar e pensar sobre o que foram essas eleições, como agimos e onde estamos. O nível foi um dos piores do período democrático. De tudo que eu vi, só não foi pior do que a eleição presidencial de 1989, onde todos os lados usaram das piores práticas de terrorismo social, espalhando medo e mentiras. Desta vez, com a internet, os boatos tornarem-se faíscas que encontraram nas redes sociais palha pronta a ser queimada e espalhar-se rapidamente. Repassar coisas que nem sabemos que é verdade, tomados por medo, resulta no que vimos: uma guerra de diz-que-me-diz e o debate político - já pobre em outras eleições - pior, esvaziado, quase nulo.
Daqui dois anos teremos novas eleições, em nível municipal. Vamos começar por agora pensando e tentando melhorar nossa postura?
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Política virou Fla-Flu
Nessa época de eleições, um tema que invariavelmente cai nas mesas de bar, nas rodas de amigos, no trabalho, na faculdade, em casa e em todos, ou quase todos, os lugares é sobre política. Na teoria, seria bom. Na prática, um inferno.
Isso porque é normal, infelizmente, encontrar os torcedores de carteirinha. Aqueles que parecem torcedor de futebol: defendem seu candidato como se fosse seu time de coração, de infância, envolvido por uma paixão quase cega, naqueles que ofender o rival é uma prática comum.
A questão é que esses "torcedores" pareciam ter alcance apenas aos seus grupos de amigos, de trabalho ou família. Nesta eleição, com as redes sociais em um patamar maduro, o alcance desses grupos (que são os mais interessados em divulgar suas "ideias") é muito grande, talvez mundial. Suas ideias são usadas uns pelos outros, de forma viral (e contagiosa, o que é pior).
O resultado é esse filme de terror que estamos vendo: campanhas desastrosas, cheias de ataques uns aos outros, mas que desta vez ainda vêm junto com ataques falsos, e-mails que poderiam ser chamados de terroristas pelo seu tom ameaçador, com absurdos tamanhos que em um deles que li, qualquer pessoa razoável constataria os erros de informação - mascarados por uma suposta "ameaça" sobre a vitória daquele candidato.
O pior é que isso vale para os dois principais lados da eleição presidencial brasileira, aqueles dois que foram para o segundo turno. Os "torcedores" da Dilma ou do Serra fazem um trabalho parecido: tentam impor sua verdade ao outro, não importa como.
Cheguei a ter brigas com amigos porque entrei na discussão para tirar alguns dos absurdos falados, de lado a lado. O resultado: tanto um lado quanto outro passaram a ficar bravos comigo e criou uma situação chata entre amigos. Eu pergunto: vale a pena?
Comparo com o futebol porque é algo que envolve paixão. Mas nem no futebol, uma paixão minha, me levou a essa situação chata com amigos. Quando a política chega a esse nível de discussão de torcedores cegos de futebol, só posso pensar uma coisa: está tudo muito errado.
Isso porque é normal, infelizmente, encontrar os torcedores de carteirinha. Aqueles que parecem torcedor de futebol: defendem seu candidato como se fosse seu time de coração, de infância, envolvido por uma paixão quase cega, naqueles que ofender o rival é uma prática comum.
A questão é que esses "torcedores" pareciam ter alcance apenas aos seus grupos de amigos, de trabalho ou família. Nesta eleição, com as redes sociais em um patamar maduro, o alcance desses grupos (que são os mais interessados em divulgar suas "ideias") é muito grande, talvez mundial. Suas ideias são usadas uns pelos outros, de forma viral (e contagiosa, o que é pior).
O resultado é esse filme de terror que estamos vendo: campanhas desastrosas, cheias de ataques uns aos outros, mas que desta vez ainda vêm junto com ataques falsos, e-mails que poderiam ser chamados de terroristas pelo seu tom ameaçador, com absurdos tamanhos que em um deles que li, qualquer pessoa razoável constataria os erros de informação - mascarados por uma suposta "ameaça" sobre a vitória daquele candidato.
O pior é que isso vale para os dois principais lados da eleição presidencial brasileira, aqueles dois que foram para o segundo turno. Os "torcedores" da Dilma ou do Serra fazem um trabalho parecido: tentam impor sua verdade ao outro, não importa como.
Cheguei a ter brigas com amigos porque entrei na discussão para tirar alguns dos absurdos falados, de lado a lado. O resultado: tanto um lado quanto outro passaram a ficar bravos comigo e criou uma situação chata entre amigos. Eu pergunto: vale a pena?
Comparo com o futebol porque é algo que envolve paixão. Mas nem no futebol, uma paixão minha, me levou a essa situação chata com amigos. Quando a política chega a esse nível de discussão de torcedores cegos de futebol, só posso pensar uma coisa: está tudo muito errado.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Um sorriso a mais não faz mal
Obama se elegeu presidente do país mais importante do mundo, os EUA. É inevitável que todos fiquem cheios de otimismo, afinal, é o primeiro negro a ser presidente estadunidense (americanos somos todos nós! Não? hehe), tem em seu discurso a esperança, parece muito mais sensato em relação à política internacional.
Mais do que isso, no jornal Metro de hoje o colunista Rodrigo Leão disse uma frase interessante:
Como eu disse, acho que há motivos de sobra para ficar feliz com a eleição de Barack Obama. Ele parece ser um político que irá mudar as relações dos EUA com o resto do mundo, que é a parte que mais nos interessa. Mas não se esqueçam que ele é presidente dos EUA e irá defender o interesse daquele país. E é um país em crise, a maior desde 1929.
Estou bem feliz com a eleição do Obama. Mas vamos com calma que o santo é de barro! Não esperem medidas simpáticas só porque o presidente é simpático! Ele defende o que é de interesse dos EUA - o que nem sempre coincide com o interesse de outras nações.
Mais do que isso, no jornal Metro de hoje o colunista Rodrigo Leão disse uma frase interessante:
Sua eleição [de Obama] é a coração de um processo mundial que vem susbstituindo a imagem principesca dos líderes de outrora por homens com mais cara de ponto de ônibus e menos cara de campo de pólo.O que me surpreendeu, porém, foi a excessiva alegria de alguns. Pesosas que, inclusive, sequer gostam de política. Mais do que isso: odeiam. Mas se sentiram emocionados com o discurso de Obama e felizes com o fato de ele ter sido eleito. Chegaram a derramar lágrimas (?!).
Como eu disse, acho que há motivos de sobra para ficar feliz com a eleição de Barack Obama. Ele parece ser um político que irá mudar as relações dos EUA com o resto do mundo, que é a parte que mais nos interessa. Mas não se esqueçam que ele é presidente dos EUA e irá defender o interesse daquele país. E é um país em crise, a maior desde 1929.
Estou bem feliz com a eleição do Obama. Mas vamos com calma que o santo é de barro! Não esperem medidas simpáticas só porque o presidente é simpático! Ele defende o que é de interesse dos EUA - o que nem sempre coincide com o interesse de outras nações.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Novo tentáculo
Um amigo me disse uma vez que eu "estava em todas" quando se falava em Internet. Fotolog, Flickr, Orkut, Msn, Gtalk, Blogs (3, pra ser exato) e mais um mundo de novidades que surgem, como Delicious e Twitter.
Bom, a conta de blogs aumenta uma unidade. Tornei-me colaborador do Farinha do mesmo saco, blog destinado a falar sobre política e variedades.
O link já está devidamente adicionado aí ao lado. Aos que gostam de política e história, não deixem de fazer uma visita.
Bom, a conta de blogs aumenta uma unidade. Tornei-me colaborador do Farinha do mesmo saco, blog destinado a falar sobre política e variedades.
O link já está devidamente adicionado aí ao lado. Aos que gostam de política e história, não deixem de fazer uma visita.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Curso técnico nas escolas estaduais a partir de 2008
Segundo informação do UOL Educação, as escolas técnicas estaduais de São Paulo terão algumas disciplinas de ensino técnico a partir do próximo ano letivo. A idéia é, claro, preparar melhor os alunos para o mercado de trabalho. A proposta trará ainda reforço para alunos que pretendem prestar vestibular.
A idéia, por si, é muito boa. É ótimo que a escola dê uma formação básica também profissional, ainda que em poucas disciplinas.
A idéia de dar foco maior para as disciplinas do vestibular para os alunos do último ano do Ensino Médio é igualmente interessante. A diferença entre estes alunos e os de escolas particular é colossal hoje. Uma medida que vise diminuir esta diferença de forma efetiva, como esta, é muito válida.
Mas é preciso que o governo invista muito em educação básica, no esnino fundamental. O problema das escolas está ali, nesta formação primordial. Com a melhora desta educação de base, as reformas no ensino médio serão mais possíveis e ainda mais efetivas.
A idéia, por si, é muito boa. É ótimo que a escola dê uma formação básica também profissional, ainda que em poucas disciplinas.
A idéia de dar foco maior para as disciplinas do vestibular para os alunos do último ano do Ensino Médio é igualmente interessante. A diferença entre estes alunos e os de escolas particular é colossal hoje. Uma medida que vise diminuir esta diferença de forma efetiva, como esta, é muito válida.
Mas é preciso que o governo invista muito em educação básica, no esnino fundamental. O problema das escolas está ali, nesta formação primordial. Com a melhora desta educação de base, as reformas no ensino médio serão mais possíveis e ainda mais efetivas.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Vergonha Nacional
Uma brincadeira que vi no blog do Bender e aderi.
VERGONHA NACIONAL.
VERGONHA NACIONAL.
Quanto mais gente lincar estes termos da forma que eu fiz, mais rapidamente o Google mostrará para o mundo que o senado brasileiro é a vergonha nacional.Entendeu? Se não, pergunte-me o porque de colocar vergonha nacional.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
É sério?
Li muitas coisas sobre a sessão que julgaria se Renan Calheiros teria seu mandato cassado e ficaria inelegível por 12 longos anos. Mas o fato de ele não ter renunciado ao cargo mostrava que ele sabia que não seria, de fato, cassado. Se não tivesse certeza, certamente renunciaria.
O senado tinha nas mãos a possibilidade de decretar a morte política de Renan Calheiros. Mas preferiu decretar a própria falência. Com a anuência de partidos como DEM, PT, PSDB e, claro, o partido de Renan, o PMDB. Todos culpados, todos iguais.
Dentre as muitas coisas que li, quis falar sobre muitas. Mas prefiro o silêncio, de luto pela morte do senado.
O senado tinha nas mãos a possibilidade de decretar a morte política de Renan Calheiros. Mas preferiu decretar a própria falência. Com a anuência de partidos como DEM, PT, PSDB e, claro, o partido de Renan, o PMDB. Todos culpados, todos iguais.
Dentre as muitas coisas que li, quis falar sobre muitas. Mas prefiro o silêncio, de luto pela morte do senado.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Chega a 18 milhões o número de usuários de Internet no Brasil
Segundo dados do Ibope/NetRatings, junho foi o primeiro ano desde 2000 - quando foram iniciadas as pesquisas - que o Brasil chegou a 18 milhões de usuários residenciais de Internet (Fonte: Estadao).
O número total de usuários ativos é de 33,1 milhões, contando também aqueles que têm acesso à Internet no trabalho ou em outros lugares.
Isto significa que pouco menos de 10% da população brasileira acessa a Internet em suas casas. Esse pode ser o maior número desde o início das medições, mas ainda está longe de ser satisfatório. Até porque a inclusão digital é um dos itens da inclusão social. E esta, sim, é uma batalha árdua.
Em um país onde temos uma grande massa de analfabetos funcionais, alunos que terminam o Ensino Médio sem mal saberem escrever, faculdades que formam alunos que lêem com muita dificuldade, pensar em Internet ainda é algo muito distante. Temos um abismo gigantesco a resolver antes de pensar na inclusão digital.
Enquanto isso, vemos notícias do Pan, que consumiu R$ 4 bilhões dos cofres públicos. Lamentamos a tragédia no aeroporto de Congonhas e criticamos o governo pela crise aérea (o que é justíssimo, aliás). Mas esquecemos que quem usa avião no Brasil é um público tão grande quanto aqueles que usam a Internet. Provavelmente, as mesmas pessoas.
Esquecemos também que há um senhor chamado Renan Calheiros, que desfila pelo congresso como se fosse a casa dele. A impunidade é tão grande que ele faz questão de rir para todas as câmeras que o filmam.
Afinal, ele desfruta do nosso dinheiro. Quem deve estar preocupado somos nós, não ele. Ele tem imunidade parlamentar. Nós pagamos pelas suas falcatruas. Pagamos pela Pan. Provavelmente pagaremos uma quantia ainda maior pela Copa do Mundo de 2014, que será confirmada no Brasil em outubro.
Em tempo: adoro esportes e adoro o Pan americano. Adoraria ver uma Copa do Mundo no Brasil, porque adoro futebol. Mas nosso país não está preparado para ter um evento deste porte sem que haja um rombo de corrupção e um legado de obras medonhas que serão bancadas por nós.
O número total de usuários ativos é de 33,1 milhões, contando também aqueles que têm acesso à Internet no trabalho ou em outros lugares.
Isto significa que pouco menos de 10% da população brasileira acessa a Internet em suas casas. Esse pode ser o maior número desde o início das medições, mas ainda está longe de ser satisfatório. Até porque a inclusão digital é um dos itens da inclusão social. E esta, sim, é uma batalha árdua.
Em um país onde temos uma grande massa de analfabetos funcionais, alunos que terminam o Ensino Médio sem mal saberem escrever, faculdades que formam alunos que lêem com muita dificuldade, pensar em Internet ainda é algo muito distante. Temos um abismo gigantesco a resolver antes de pensar na inclusão digital.
Enquanto isso, vemos notícias do Pan, que consumiu R$ 4 bilhões dos cofres públicos. Lamentamos a tragédia no aeroporto de Congonhas e criticamos o governo pela crise aérea (o que é justíssimo, aliás). Mas esquecemos que quem usa avião no Brasil é um público tão grande quanto aqueles que usam a Internet. Provavelmente, as mesmas pessoas.
Esquecemos também que há um senhor chamado Renan Calheiros, que desfila pelo congresso como se fosse a casa dele. A impunidade é tão grande que ele faz questão de rir para todas as câmeras que o filmam.
Afinal, ele desfruta do nosso dinheiro. Quem deve estar preocupado somos nós, não ele. Ele tem imunidade parlamentar. Nós pagamos pelas suas falcatruas. Pagamos pela Pan. Provavelmente pagaremos uma quantia ainda maior pela Copa do Mundo de 2014, que será confirmada no Brasil em outubro.
Em tempo: adoro esportes e adoro o Pan americano. Adoraria ver uma Copa do Mundo no Brasil, porque adoro futebol. Mas nosso país não está preparado para ter um evento deste porte sem que haja um rombo de corrupção e um legado de obras medonhas que serão bancadas por nós.
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segunda-feira, 16 de julho de 2007
Hora errada
Fiquei decepcionado com as vaias ao Presidente Lula na abertura do Pan (demônio) do Rio. Não é uma questão de posição política.
Independente de eu, particularmente, ser contra ou a favor, vaiar a autoridade máxima do país em um evento internacional me parece bastante ruim para a imagem do país.
Não, não estou dizendo que temos que colocar a sujeito embaixo do tapete e abrir um sorriso amarelo. Acho digno e justo que as pessoas se manifestem a favor ou contra seus governantes. Mas existem outras lugares mais apropriados para isso do que em um evento onde dezenas de países estão vendo.
Sabe, é uma questão de respeito. Ele é o governante do país, merece respeito por isso. Além do mais, é preciso respeitar a pessoa. Este é um dos problemas do nosso país: falta de respeito. Não respeitamos entidades, instituições, pessoas, nem o presidente. Você dificilmente veria essa cena acontecer em um outro país, mesmo que subdesenvolvido.
Respeito quem não gosta do presidente Lula. Acho justo que todos tenham opiniões e as manifestem. Só acho que temos que saber a hora para isso.
Agora, mais triste do que as vaias ao presidente Lula foram os aplausos (??) ao prefeito do Rio, César Maia.
No Lance de sábado, houve uma especulação de que as vaias (dirigidas não só ao presidente Lula, mas também ao governador do Rio) e os aplausos partiram do mesmo lugar. Diz-se até em um grupo que foi lá para este fim. Isso, sim, é mais triste ainda.
Independente de eu, particularmente, ser contra ou a favor, vaiar a autoridade máxima do país em um evento internacional me parece bastante ruim para a imagem do país.
Não, não estou dizendo que temos que colocar a sujeito embaixo do tapete e abrir um sorriso amarelo. Acho digno e justo que as pessoas se manifestem a favor ou contra seus governantes. Mas existem outras lugares mais apropriados para isso do que em um evento onde dezenas de países estão vendo.
Sabe, é uma questão de respeito. Ele é o governante do país, merece respeito por isso. Além do mais, é preciso respeitar a pessoa. Este é um dos problemas do nosso país: falta de respeito. Não respeitamos entidades, instituições, pessoas, nem o presidente. Você dificilmente veria essa cena acontecer em um outro país, mesmo que subdesenvolvido.
Respeito quem não gosta do presidente Lula. Acho justo que todos tenham opiniões e as manifestem. Só acho que temos que saber a hora para isso.
Agora, mais triste do que as vaias ao presidente Lula foram os aplausos (??) ao prefeito do Rio, César Maia.
No Lance de sábado, houve uma especulação de que as vaias (dirigidas não só ao presidente Lula, mas também ao governador do Rio) e os aplausos partiram do mesmo lugar. Diz-se até em um grupo que foi lá para este fim. Isso, sim, é mais triste ainda.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
ê Brasil...
Senado aprova aumento de 28,5% a parlamentares retroativo a 1º de abril - 30/05/2007
É mole? Mais um aumento no pequeno salário dos parlamentares. Até porque, convenhamos que os auxílios moradia, educação, terno, alimentação, passagem aérea, enfim, não servem para muita coisa. Além do que, o salário de R$ 12.847 é baixo! Tem que aumentar pra R$ 16.512,09.
Afinal, o país está em uma fase econômica notável! Quem nunca teve um aumento de 26,5% nos últimos anos?
O mais importante é que a economia do país continua muito bem, não temos mais problemas orçamentários e os pobres legisladores precisam ganhar mais para se motivar. Afinal, não dá pra gostar de trabalhar de terça a quinta, com despesas de viagem todas pagas pelo Estado. Tem que ficar é desmotivado mesmo!
Tsc, tsc, tsc...
É mole? Mais um aumento no pequeno salário dos parlamentares. Até porque, convenhamos que os auxílios moradia, educação, terno, alimentação, passagem aérea, enfim, não servem para muita coisa. Além do que, o salário de R$ 12.847 é baixo! Tem que aumentar pra R$ 16.512,09.
Afinal, o país está em uma fase econômica notável! Quem nunca teve um aumento de 26,5% nos últimos anos?
O mais importante é que a economia do país continua muito bem, não temos mais problemas orçamentários e os pobres legisladores precisam ganhar mais para se motivar. Afinal, não dá pra gostar de trabalhar de terça a quinta, com despesas de viagem todas pagas pelo Estado. Tem que ficar é desmotivado mesmo!
Tsc, tsc, tsc...
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terça-feira, 8 de maio de 2007
Somos todos promíscuos
Ao menos para o senhor que deixará de ser presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal d. Geraldo Majella. Ele diz ser contra o aporto, células-tronco e a distribuição gratuita de preservativos nas escolas nas aulas de educação sexual, o que pra ele "incentiva a promiscuidade (...) e torna os os homens animais".
Presidente da CNBB: educação sexual leva à promiscuidade - Terra - Visita do Papa
Esse é o nosso país.
Presidente da CNBB: educação sexual leva à promiscuidade - Terra - Visita do Papa
Esse é o nosso país.
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