Ontem tive o primeiro resultado dos vestibulares. Na lista de 12 (?!) classificados para o curso de jornalismo noturna da UEL, lá está o meu nome. A primeira ansiedade passou e uma certeza eu já tenho para 2008: vou cursar jornalismo!
São apenas 12 os privilegiados porque lá na UEL há cotas, e vc só concorre dentro delas. São três cotas: negros (desde que tenham estudado desde a 5ª série em escola pública), alunos de escola pública (o critério é o mesmo da cota de negros) e os "sem cota", chamadas "vagas universais". Este é o meu grupo.
Mudar da cidade-cinza, São Paulo, para uma cidade muito mais calma, Londrina. A cidade é chamada de "capital do norte do Paraná", por ser uma das maiores cidades e com maior força econômica.
A beleza é uma característica da cidade paranaense. Londrina possui um lago que atravessa a cidade que é belíssimo. As pessoas correm e praticam esportes ao redor dele. Em plena cidade! Algo que já aconteceu em São Paulo. Ao menos antes de o rio Tietê ser um esgoto a céu aberto...
Fato é que Londrina é uma cidade muito agradável. O custo de vida é menor, ainda que seja uma cidade grande. Isso porque tem ares de interior, ao menos para quem é paulistano como eu. A cidade possui quase 500 mil habitantes, segundo estimativa da Secretaria de Planejamento londrinense. Uma cidade grande, mas perto dos 11 milhões de habitantes de São Paulo, até parece pouco.
Fato é que até o dia 7/2, quando sai o resultado da Fuvest, o meu destino provisório é Londrina. As preocupações que já me rodeiam em São Paulo - trabalho para 2008, por exemplo -, me perturbam agora também para Londrina. Além do óbvio: moradia. Mas isso é melhor pensar depois...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Destino: desconhecido
O ano inteiro eu tive um só objetivo: passar no vestibular. Qualquer outro considerei como secundário, menor, menos importante. Por isso, os três leitores desse blog certamente perceberam que estive monotemático nos últimos meses. Principalmente a partir de novembro, quando a dedicação ao vestibular aumentou violentamente.
Passada o notal e ano novo com a cabeça na segunda fase, um período de descanso com a consciência lembrando o tempo todo da necessidade de estudar, é chagado o pior momento de todos no ano: um mês de agonizante espera. Chamei-o, ainda no ano passado, de purgatório. Não se sabe se o carnaval terá motivos para ser no céu ou no inferno - até porque esse ano a Fuvest irá divulgar os resultados depois das festanças. Será que haverá motivos para pular o carnaval?
Fato é que o destino Londrina poderá ser definido a partir de quinta-feira. Será quando os resultados da UEL serão divulgados. E ali começa a definição de um ano que não consigo imaginar ainda. Uma vida em Londrina, longe da cidade que nasci, cresci e que amo? Pode ser que sim, porque "a capital do norte do Paraná" oferece muitos atrativos. Além da Universidade em si, há o encanto de uma cidade grande com ares de interior. Há a organização que São Paulo jamais poderá ter. As mulheres, atraentes como estrelas em noite de luar.
Mas há também São Paulo. A esperança de permanecer na cidade-caos, a cidade cinza, capital financeira do país, centro cultural intenso, mercado de trabalho dinâmico e ávido, custo de vida elevado. O principal atrativo, neste caso, é a maior Universidade do país, uma das mais consagradas. Além do óbvio: manter-se na cidade natal, com os contatos que já existem e onde a carreira começou, onde moram a maioria dos amigos e onde a família fica perto.
Esse será um ano diferente dos outros, certamente. E um ano que não pode ser previsto: só pode ser vivido. Daqui a um mês, quando tudo já estiver definido, pode ser que eu consiga enxergar como será até dezembro. Hoje, o fato é que qualquer previsão é impossível.
Passada o notal e ano novo com a cabeça na segunda fase, um período de descanso com a consciência lembrando o tempo todo da necessidade de estudar, é chagado o pior momento de todos no ano: um mês de agonizante espera. Chamei-o, ainda no ano passado, de purgatório. Não se sabe se o carnaval terá motivos para ser no céu ou no inferno - até porque esse ano a Fuvest irá divulgar os resultados depois das festanças. Será que haverá motivos para pular o carnaval?
Fato é que o destino Londrina poderá ser definido a partir de quinta-feira. Será quando os resultados da UEL serão divulgados. E ali começa a definição de um ano que não consigo imaginar ainda. Uma vida em Londrina, longe da cidade que nasci, cresci e que amo? Pode ser que sim, porque "a capital do norte do Paraná" oferece muitos atrativos. Além da Universidade em si, há o encanto de uma cidade grande com ares de interior. Há a organização que São Paulo jamais poderá ter. As mulheres, atraentes como estrelas em noite de luar.
Mas há também São Paulo. A esperança de permanecer na cidade-caos, a cidade cinza, capital financeira do país, centro cultural intenso, mercado de trabalho dinâmico e ávido, custo de vida elevado. O principal atrativo, neste caso, é a maior Universidade do país, uma das mais consagradas. Além do óbvio: manter-se na cidade natal, com os contatos que já existem e onde a carreira começou, onde moram a maioria dos amigos e onde a família fica perto.
Esse será um ano diferente dos outros, certamente. E um ano que não pode ser previsto: só pode ser vivido. Daqui a um mês, quando tudo já estiver definido, pode ser que eu consiga enxergar como será até dezembro. Hoje, o fato é que qualquer previsão é impossível.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Diário de guerra - dias 2 e 3
O segundo dia era esperado como um território conhecido. Não que esperasse moleza no território da história. Mesmo com o domínio que eu tinha sobre aquele terreno, não esperava que fosse fácil. Não foi.
Os problemas apareceram logo no começo. Cidades gregas, cidades medievais, tudo junto, tudo separado, comparar, separar... Ficaram uns pedaços espalhados. Não sei se foi o melhor resultado.
No mais, algumas batalhas mais trabalhosas, analíticas. Uma guerra muito mais psicológica, de controle remoto. Pensar, fazer uma estratégia e tentar acertar bem no alvo. Essa foi a batalha mais forte.
Já o terceiro dia, que prometia batalhas geograficamente complicadas, foi surpreendente. Embora a batalha tenha sido bem trabalhosa, com alto nível de exigência em preparo físico e psicológico, não houve problema - o que é muito bom.
O saldo da batalha eu ainda não sei. É muito a ser contado. A guerra sempre envolve muito mais do que nós mesmos. A assinatura dos tratados de paz depende de diversas variáveis. Só após essa assinatura poderemos pensar no que será feito daqui para frente.
Até lá, ficamos nesse purgatório...
Os problemas apareceram logo no começo. Cidades gregas, cidades medievais, tudo junto, tudo separado, comparar, separar... Ficaram uns pedaços espalhados. Não sei se foi o melhor resultado.
No mais, algumas batalhas mais trabalhosas, analíticas. Uma guerra muito mais psicológica, de controle remoto. Pensar, fazer uma estratégia e tentar acertar bem no alvo. Essa foi a batalha mais forte.
Já o terceiro dia, que prometia batalhas geograficamente complicadas, foi surpreendente. Embora a batalha tenha sido bem trabalhosa, com alto nível de exigência em preparo físico e psicológico, não houve problema - o que é muito bom.
O saldo da batalha eu ainda não sei. É muito a ser contado. A guerra sempre envolve muito mais do que nós mesmos. A assinatura dos tratados de paz depende de diversas variáveis. Só após essa assinatura poderemos pensar no que será feito daqui para frente.
Até lá, ficamos nesse purgatório...
domingo, 6 de janeiro de 2008
Diário de guerra - dia 1
Neste primeiro dia de batalha, conseguimos avançar bastante. Estudamos muito o terreno onde se desenhou a batalha, conhecíamos com muita propriedade. Nos movimentamos com facilidade e nossa estratégia de ataque deu certo.
Atacamos primeiro a região da criação de palavras. Esta é uma região muito temida pela maioria dos combatentes, mas a estratégia conversada na sexta-feira me pareceu tão boa, frente aos estudos apresentados, que adotei. A foi muito bem sucedida. Com o tempo a nosso favor, fizemos um belo ataque.
Partimos então para as demais regiões. Eram todas menores, e somadas elas valiam como a do primeiro ataque. Com a operação da criação das palavras finalizada, o ataque a estes pontos foi muito mais tranquilo. Pouco a pouco, ganhamos terreno, fizemos um bom trabalho. As últimas regiões que atacamos pareceram mais hostis, mais perigosas e não tenho certeza se conseguimos cumprir todos os objetivos. Após a análise, poderemos saber.
Se continuar assim, creio que podemos vencer a guerra. Mas não sabemos como será o dia de amanhã, e é sempre bom estar preparado para surpresas. Não há vitória fácil, e mesmo soldados bem preparados podem ser pegos em arapucas inimigas.
Se houvesse um vencedor do dia, seríamos nós. E isso certamente nos dá confiança para tentarmos sair vitoriosos daqui.
Atacamos primeiro a região da criação de palavras. Esta é uma região muito temida pela maioria dos combatentes, mas a estratégia conversada na sexta-feira me pareceu tão boa, frente aos estudos apresentados, que adotei. A foi muito bem sucedida. Com o tempo a nosso favor, fizemos um belo ataque.
Partimos então para as demais regiões. Eram todas menores, e somadas elas valiam como a do primeiro ataque. Com a operação da criação das palavras finalizada, o ataque a estes pontos foi muito mais tranquilo. Pouco a pouco, ganhamos terreno, fizemos um bom trabalho. As últimas regiões que atacamos pareceram mais hostis, mais perigosas e não tenho certeza se conseguimos cumprir todos os objetivos. Após a análise, poderemos saber.
Se continuar assim, creio que podemos vencer a guerra. Mas não sabemos como será o dia de amanhã, e é sempre bom estar preparado para surpresas. Não há vitória fácil, e mesmo soldados bem preparados podem ser pegos em arapucas inimigas.
Se houvesse um vencedor do dia, seríamos nós. E isso certamente nos dá confiança para tentarmos sair vitoriosos daqui.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
"Estudar é um ato solitário"
Dizem que nos aproximamos das pessoas com os mesmos interesses que nós. Talvez por isso surja um clima de ajuda mútua e de companheirismo no cursinho. Todos têm um mesmo objetivo.
O vestibular é como uma guerra. Nos preparamos para ele por um longo tempo, treinamos exastivamente as situações que vamos enfrentar, somos obrigados a aprender as técnicas de sobrevivência nessa violenta batalha.
Ao longo caminho, perdemos muitos companheiros. Uns não aguentam e desistem, outros são derrotas em batalhas... Vemos cenas de guerra: gente morrendo e sem poder ser ajudada, outros combatendo de peito aberto sem a preparação devida, outros que são massacrados pela crueldade da concorrência.
Perto do final, são poucos os sobreviventes. Mal conhecemos uns aos outros, porque aqueles que eram os companheiros já se foram. Nos reagrupamos, temos que tirar forças de onde parece que não temos mais.
Sorte que houve um cessar fogo na passagem de ano. Assim pudemos nos recuperar e passar a nos preprarmos, cada vez mais sozinhos, para a batalha final que se aproxima.
Agora, nos últimos dias de batalha, são poucos os sobreviventes. Bravos combatentes que tentam de todas as formas manterem-se vivos, conseguir voltar para casa ao final da guerra e dar uma boa notícia à família. Mesmo no final, muitos ainda ficarão para trás. Muitos não passarão dessa última batalha. Sabemos que o vestibular, como a guerra, é assim.
Nos preparamos todos os dias para fazer o melhor. E que assim seja.
O vestibular é como uma guerra. Nos preparamos para ele por um longo tempo, treinamos exastivamente as situações que vamos enfrentar, somos obrigados a aprender as técnicas de sobrevivência nessa violenta batalha.
Ao longo caminho, perdemos muitos companheiros. Uns não aguentam e desistem, outros são derrotas em batalhas... Vemos cenas de guerra: gente morrendo e sem poder ser ajudada, outros combatendo de peito aberto sem a preparação devida, outros que são massacrados pela crueldade da concorrência.
Perto do final, são poucos os sobreviventes. Mal conhecemos uns aos outros, porque aqueles que eram os companheiros já se foram. Nos reagrupamos, temos que tirar forças de onde parece que não temos mais.
Sorte que houve um cessar fogo na passagem de ano. Assim pudemos nos recuperar e passar a nos preprarmos, cada vez mais sozinhos, para a batalha final que se aproxima.
Agora, nos últimos dias de batalha, são poucos os sobreviventes. Bravos combatentes que tentam de todas as formas manterem-se vivos, conseguir voltar para casa ao final da guerra e dar uma boa notícia à família. Mesmo no final, muitos ainda ficarão para trás. Muitos não passarão dessa última batalha. Sabemos que o vestibular, como a guerra, é assim.
Nos preparamos todos os dias para fazer o melhor. E que assim seja.
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