Tarde da noite. Chego em casa, como, penso no que farei no dia seguinte. O computador. Aquela doce tentação de ver os e-mails, sempre tão numerosos, sempre com tantas coisas. Muito o que fazer, de útil, inclusive (aliás, acabei de me lembrar sobre algo importante, aguentem aí. ... Pronto. Livro que preciso encontrar, um problema).
Vá lá, tenho mesmo muito o que fazer e muito disso pode ser feito no computador. Logo, nada de mau em usá-lo. A "questã" é que não faço metade (otimista...) das coisas que penso/quero/tenho que fazer. E aí vão lá horas e horas e quando vejo: pimba! Mais de 2h da manhã e eu ainda não dormir. Pior: estou sem sono.
Pergunta: por que? Resposta 1: insônia. A maldita tem me pegado nos últimos anos. Em alguns casos, consegui capitalizar em cima dela: freelancer, em uma época, trabalhos e estudos em outra. A grande maioria do tempo, porém, é puramente dedicada ao desperdício.
E tem o trabalho. Todo dia, cheg uns 15 minutos, no mínimo, atrasado. Todos os dias acordo pensando que devo sair mais cedo, para não me atrasar mais. Justo, simples. Simples? Acordo, faço as coisas mais rápido, acho que vai dar tempo e quando vejo, fiz tudo igual.
O tempo é uma das preciosidades mais caras que temos na vida e eu sempre sinto como se fosse aquelas ampulhetas, com a areia caindo com cara de desperdício.
Vejam hoje. quase 2h da manhã e eu aqui. Ao menos hoje eu achei um sebo com o livro que eu preciso para um trabalho da faculdade (lembra da pausa lá em icma?). Ao menos estou exercendo um pouco da muita vontade de escrever aqui que tenho (tenho muito mais a dizer sobre isso, mas não tenho conseguido colocar em prática, sabe-se lá por que).
Enfim, boa noite.
terça-feira, 12 de maio de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
O custo das escolhas
Desde que decidi fazer jornalismo, penso no que isso significou na minha vida. Abandonar uma carreira para começar outra. Mais do que isso: deixar o trabalho em segundo plano para apostar na mera possibilidade de isso acontecer: era a época de cursinho.
Já tinha aberto mão de salário mais alto por um emprego que achava que era mais interessante do ponto de vista de carreira. Mas abrir mão da carreira era um passo maior. Muito maior. Era começar do zero, investir em outra vida. E isso tem um (alto) custo.
Lendo alguns dos capítulos iniciais do livro "Introdução à Economia", da N. Gregory Mankiw, da Universidade de Harvard, encontrei um conceito dos mais interessantes para serem aplicados na vida. Aliás, estudando esses conceitos, eles parecem mesmo muito próximos da vida cotidiana - ao menos os básicos.
Ao ler o livro de Mankiw, descobri que isso tem um nome formal e está na teoria econômica. No primeiro capítulo, Mankiw explica dez princípios básicos da esconomia. O segundo é descrito por ele como: "o custo de alguma coisa é do que você desiste para obtê-la". O título já fez todo sentido para mim.
Jornalismo para mim custou uma carreira. Uma carreira que eu já tinha começado a traçar, desenhar e trilhar. Foi abrir mão de um salário que já me deixava confortável, que me permitiria coisas que hoje eu nem posso pensar.
Vejo, por exemplo, amigos meus comprando carro. Algo que eu já tinha feito, mas tive que abrir mão. Vejo eles terem tempo para outras coisas que eu, como estudante, não consigo ter. Vejo eles em outro estágio da carreira, que eu abri mão de estar.
Esse foi o meu custo oportunidade. Foi o que eu deixei para trás para entrar em jornalismo. Era um custo calculado - sabia que, no mínimo, adiaria por alguns anos. Mas o risco não tinha só perdas. Tinha acertos.
Fazendo jornalismo, tive a chance de, no primeiro mês como estudante do curso, estar em uma redação dos maiores jornais do país para fazer um freelance. Tive a chance de começar na profissão que eu tanto quis. Um caminho novo, que me dá mais motivação, mais prazer em trabalhar - ainda que o salário ainda esteja muito longe do que eu ganhava antes de entrar na carreira.
O melhor, porém, veio no melhor jeito possível. Ao entrar em jornalismo, exatamente nessa turma, em 2008, descobri pessoas incríveis. Colegas que se tornaram amigos, pessoas que, cada vez mais, fazem diferença. Não esperava uma turma tão unida, tão alegre, tão divertida, tão inteligente, tão inesquecível - e em tão pouco tempo.
O custo oportunidade, no meu caso, foi muito alto. Mas o risco valeu - e valeu muito.
Já tinha aberto mão de salário mais alto por um emprego que achava que era mais interessante do ponto de vista de carreira. Mas abrir mão da carreira era um passo maior. Muito maior. Era começar do zero, investir em outra vida. E isso tem um (alto) custo.
Lendo alguns dos capítulos iniciais do livro "Introdução à Economia", da N. Gregory Mankiw, da Universidade de Harvard, encontrei um conceito dos mais interessantes para serem aplicados na vida. Aliás, estudando esses conceitos, eles parecem mesmo muito próximos da vida cotidiana - ao menos os básicos.
Ao ler o livro de Mankiw, descobri que isso tem um nome formal e está na teoria econômica. No primeiro capítulo, Mankiw explica dez princípios básicos da esconomia. O segundo é descrito por ele como: "o custo de alguma coisa é do que você desiste para obtê-la". O título já fez todo sentido para mim.
Jornalismo para mim custou uma carreira. Uma carreira que eu já tinha começado a traçar, desenhar e trilhar. Foi abrir mão de um salário que já me deixava confortável, que me permitiria coisas que hoje eu nem posso pensar.
Vejo, por exemplo, amigos meus comprando carro. Algo que eu já tinha feito, mas tive que abrir mão. Vejo eles terem tempo para outras coisas que eu, como estudante, não consigo ter. Vejo eles em outro estágio da carreira, que eu abri mão de estar.
Esse foi o meu custo oportunidade. Foi o que eu deixei para trás para entrar em jornalismo. Era um custo calculado - sabia que, no mínimo, adiaria por alguns anos. Mas o risco não tinha só perdas. Tinha acertos.
Fazendo jornalismo, tive a chance de, no primeiro mês como estudante do curso, estar em uma redação dos maiores jornais do país para fazer um freelance. Tive a chance de começar na profissão que eu tanto quis. Um caminho novo, que me dá mais motivação, mais prazer em trabalhar - ainda que o salário ainda esteja muito longe do que eu ganhava antes de entrar na carreira.
O melhor, porém, veio no melhor jeito possível. Ao entrar em jornalismo, exatamente nessa turma, em 2008, descobri pessoas incríveis. Colegas que se tornaram amigos, pessoas que, cada vez mais, fazem diferença. Não esperava uma turma tão unida, tão alegre, tão divertida, tão inteligente, tão inesquecível - e em tão pouco tempo.
O custo oportunidade, no meu caso, foi muito alto. Mas o risco valeu - e valeu muito.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Mortadela, jornalismo e Che
Poderia ser um domingo qualquer, com o descanso e a tranquilidade que eu, confesso, gosto muito. Acordar tarde, tomar café tardia e preguiçosamente. Ver a reprise da Fórmula 1... De repente, uma ligação para realizarmos o que tínhamos planejado: visita ao mercadão e misturar jornalismo e mortadela.
Primeiro, estar com ela é sempre um prazer, por tudo que ela é - e que não vou me arriscar a descrever, para não reduzir demais suas qualidades. E com a companhia de mais um amigo, mais dela do que meu, aniversariante. E lá fomos nós, passear pelo centro de São Paulo.
Largo São Bento, Vinte e Cinco de Março, Mercadão. Lá estávamos nós, em busca de conhecer mais sobre aquele gigante arquitetônico cheio de delícias, frutas e iguarias. E com algo surpreendente: jornalismo em debate. Mas antes, a mortadela.
MEsas tomadas por muitas e muitas pessoas. O programa de ir ao Mercadão é realmente ótimo, especialmente em um domingo. Um bom lugar para conhecer, ver, sentir, comer. Sim, comer. Aquele sanduíche famoso de mortadela é, realmente, tudo isso (inclusive o preço, um tanto alto).
Depois, alguns grandes nomes do jornalismo, com seus respectivos livros, e uma proposta de debate. Com um público quase que só de estudantes, o debate ficou com cara de palestra, com toques, sugestões e alguns poucos "causos". Interessante, de qualquer forma.
Batidas do relógio da igreja. É a chuva que se anuncia, bem a tempo de chegarmos no coberto. Do centro histórico para o centro comercial, quiçá financeiro: Avenida Paulista. Encontro e desencontro com amigos e a idéia do cinema: Che.
Filme interessante, longo, com histórias curiosas, interessante que tornam uma das figuras mais conhecidas do mundo uma pessoa comum. Che, do anonimado e do rosto limpo até a glória com a boina e a barba grande. Uma narrativa com datas, mas construídas aos poucos, tudo junto e misturado.
Fim de noite, com um domingo para se lembrar. Porque como bem citou um dos jornalistas presentes no mercadão, Bagriel Garcia Marques disse certa vez: "a vida não é o que vivemos, mas aquilo que nos recordamos".
Primeiro, estar com ela é sempre um prazer, por tudo que ela é - e que não vou me arriscar a descrever, para não reduzir demais suas qualidades. E com a companhia de mais um amigo, mais dela do que meu, aniversariante. E lá fomos nós, passear pelo centro de São Paulo.
Largo São Bento, Vinte e Cinco de Março, Mercadão. Lá estávamos nós, em busca de conhecer mais sobre aquele gigante arquitetônico cheio de delícias, frutas e iguarias. E com algo surpreendente: jornalismo em debate. Mas antes, a mortadela.
MEsas tomadas por muitas e muitas pessoas. O programa de ir ao Mercadão é realmente ótimo, especialmente em um domingo. Um bom lugar para conhecer, ver, sentir, comer. Sim, comer. Aquele sanduíche famoso de mortadela é, realmente, tudo isso (inclusive o preço, um tanto alto).
Depois, alguns grandes nomes do jornalismo, com seus respectivos livros, e uma proposta de debate. Com um público quase que só de estudantes, o debate ficou com cara de palestra, com toques, sugestões e alguns poucos "causos". Interessante, de qualquer forma.
Batidas do relógio da igreja. É a chuva que se anuncia, bem a tempo de chegarmos no coberto. Do centro histórico para o centro comercial, quiçá financeiro: Avenida Paulista. Encontro e desencontro com amigos e a idéia do cinema: Che.
Filme interessante, longo, com histórias curiosas, interessante que tornam uma das figuras mais conhecidas do mundo uma pessoa comum. Che, do anonimado e do rosto limpo até a glória com a boina e a barba grande. Uma narrativa com datas, mas construídas aos poucos, tudo junto e misturado.
Fim de noite, com um domingo para se lembrar. Porque como bem citou um dos jornalistas presentes no mercadão, Bagriel Garcia Marques disse certa vez: "a vida não é o que vivemos, mas aquilo que nos recordamos".
segunda-feira, 16 de março de 2009
Vida de jornalista estagiário
Trabalhar é algo que eu sinto falta. Por mais que canse, que às vezes irrite, que faça acordar cedo, pegar metrô e ônibus cheios... E mesmo que não sentisse falta, teria que trabalhar de qualquer jeito. Afinal, as contas não esperam (e dois meses sem receber fizeram um estrago no cheque especial).
Depois de quase um mês de trabalho, dá para sentir que é bem diferente do anterior. O jornalismo agora será mais presente. E tende a ser muito mais ainda, agora que estamos com mais planos. Tende a ser ainda mais jornalismo de apuração, e menos redação.
Mesmo sendo um começo, um estágio, considero uma vitória. Uma vitória em segunda etapa de uma idéia que surgiu alguns anos atrás, quando quis me tornar jornalista. Ainda mais podendo trabalhar em uma área que tenho afinidade, que é tecnologia.
Meu maior sonho jornalístico continua sendo cobrir uma Copa do Mundo. Em segundo lugar, uma Olimpíada. E, claro, trabalhar com esporte - e, espeficiamente, futebol. Mas aprendi a não ter pressa: o importante é ir trabalhando, aos poucos, e fazendo o que faço da melhor forma.
Sou estagiário, mas o trabalho tem sido bem interessante. Sem muitos corno-jobs, como é comum acontecer - e como já fiz muito na vida. Viver em noticiário é fascinante. Fico viciado em notícias e mais notícias.
Às vezes fico até pensando que em alguns casos, nós, jornalistas, escrevemos para nós mesmos (digo, para outros jornalistas lerem). Isso fica mais evidente em editorias mais "técnicas", de mídia especializada. Mas aí vem os leitores nos mostrar que, sim, eles estão atentos e lendo! Especialmente se for pra criticar - o que é ótimo, é disso precisamos: cada vez mais um público muito crítico.
De volta à vida normal de trabalho, mas ainda tentando se acertar na vida. Porque a vida é isso: um monte de rabisco que fazemos para tentar dar certo. Ninguém sabe se dará. E por enquanto, não tenho do que reclamar: rascunhieo jornalismo e já estou passando tudo a limpo.
Que venham mais desafios!
Depois de quase um mês de trabalho, dá para sentir que é bem diferente do anterior. O jornalismo agora será mais presente. E tende a ser muito mais ainda, agora que estamos com mais planos. Tende a ser ainda mais jornalismo de apuração, e menos redação.
Mesmo sendo um começo, um estágio, considero uma vitória. Uma vitória em segunda etapa de uma idéia que surgiu alguns anos atrás, quando quis me tornar jornalista. Ainda mais podendo trabalhar em uma área que tenho afinidade, que é tecnologia.
Meu maior sonho jornalístico continua sendo cobrir uma Copa do Mundo. Em segundo lugar, uma Olimpíada. E, claro, trabalhar com esporte - e, espeficiamente, futebol. Mas aprendi a não ter pressa: o importante é ir trabalhando, aos poucos, e fazendo o que faço da melhor forma.
Sou estagiário, mas o trabalho tem sido bem interessante. Sem muitos corno-jobs, como é comum acontecer - e como já fiz muito na vida. Viver em noticiário é fascinante. Fico viciado em notícias e mais notícias.
Às vezes fico até pensando que em alguns casos, nós, jornalistas, escrevemos para nós mesmos (digo, para outros jornalistas lerem). Isso fica mais evidente em editorias mais "técnicas", de mídia especializada. Mas aí vem os leitores nos mostrar que, sim, eles estão atentos e lendo! Especialmente se for pra criticar - o que é ótimo, é disso precisamos: cada vez mais um público muito crítico.
De volta à vida normal de trabalho, mas ainda tentando se acertar na vida. Porque a vida é isso: um monte de rabisco que fazemos para tentar dar certo. Ninguém sabe se dará. E por enquanto, não tenho do que reclamar: rascunhieo jornalismo e já estou passando tudo a limpo.
Que venham mais desafios!
domingo, 15 de março de 2009
A ansiedade que consome o tempo
Paciência é algo que eu não tenho. Nunca tive muita, na verdade. Mas ansiedade é algo que eu sempre soube trabalhar em mim. Saber esperar é algo que eu tive que aprender, porque nada acontecia como eu queria, do jeito que eu queria.
O problema é que ansiedade é mais do que isso. Muito mais.
Acho que quando estou em casa estou descansando. Posso até estar, mas se penso em "gastar meu tempo" escrevendo para o blog, fico pensando se não podia estar fazendo outra coisa. É sempre um dilema entre o que eu quero e o que eu deveria fazer. E muitas vezes não faço nenhum dos dois.
Com o início das aulas, vieram os primeiros textos para ler - que eu ainda não li, embora a empolgação de começo de semestre ainda esteja ativa. Empolgação porque em todo início de semestre faço aquelas promessasinúteis difíceis de serem cumpridas: esse semestre vou me dedicar mais do que no anterior.
E chegou o final de semana, depois de um sábado agitado, e fico pensando: deveria estar começando a ler os textos. E por que não começo? Simplesmente esqueci de tirar as xerox. Não me planejei e novamente comecei o ano sem agenda.
No fim, fico com o meu jogo no computador, o futebol, uma saída com os amigos, seriados ou filmes na TV e até outras leituras, que não são exatamente as necessárias para a faculdade.
Mas ainda é tempo. O ano ainda está em seu terceiro mês, ainda tenho tempo de comprar uma agenda e tentar me organizar daqui pra frente.
Para quem pensava que controlava a ansiedade, às vezes é preciso cair na real. E tentar tratar isso, de alguma forma. Esse ritmo maluco de trabalho, com intensidade alta, embora em menos horas do que o anterior, aumentou essa sensação a ponto de eu conseguir percebê-la com mais clareza.
Aliás, tratamento é algo com que eu tenho tido problemas nos últimos tempos. Mas isso é assunto para outra hora...
O problema é que ansiedade é mais do que isso. Muito mais.
Acho que quando estou em casa estou descansando. Posso até estar, mas se penso em "gastar meu tempo" escrevendo para o blog, fico pensando se não podia estar fazendo outra coisa. É sempre um dilema entre o que eu quero e o que eu deveria fazer. E muitas vezes não faço nenhum dos dois.
Com o início das aulas, vieram os primeiros textos para ler - que eu ainda não li, embora a empolgação de começo de semestre ainda esteja ativa. Empolgação porque em todo início de semestre faço aquelas promessas
E chegou o final de semana, depois de um sábado agitado, e fico pensando: deveria estar começando a ler os textos. E por que não começo? Simplesmente esqueci de tirar as xerox. Não me planejei e novamente comecei o ano sem agenda.
No fim, fico com o meu jogo no computador, o futebol, uma saída com os amigos, seriados ou filmes na TV e até outras leituras, que não são exatamente as necessárias para a faculdade.
Mas ainda é tempo. O ano ainda está em seu terceiro mês, ainda tenho tempo de comprar uma agenda e tentar me organizar daqui pra frente.
Para quem pensava que controlava a ansiedade, às vezes é preciso cair na real. E tentar tratar isso, de alguma forma. Esse ritmo maluco de trabalho, com intensidade alta, embora em menos horas do que o anterior, aumentou essa sensação a ponto de eu conseguir percebê-la com mais clareza.
Aliás, tratamento é algo com que eu tenho tido problemas nos últimos tempos. Mas isso é assunto para outra hora...
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