Mostrando postagens com marcador mercado de trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mercado de trabalho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sobre entrevistas de trabalho

Eis que abro o Orkut hoje e encontro a seguinte frase:
Sorte de hoje: A pontualidade é a virtude dos entediados (mas se você for a uma entrevista de emprego, não se atrase)
Lembrei daqueles momentos antes de uma entrevista. E daqueles muitos "gurus" que dizem o que devemos ou não fazer. Via de regra, roupa social, currículo em mãos, tomar a iniciativa e formalidade.

Sempre achei tudo isso um saco. É só uma entrevista, oras! E aí lembro dos mesmos gurus dizendo: "eles estão te avaliando em tudo". E acho mais chato ainda essas regrinhas.

Espere ali na salinha, ok?

Nessas últimas semanas, tenho ido a algumas entrevistas, principalmente para estágio. Particularmente, não costumo ficar nervoso para entrevistas e processos seletivos. Aprendi a ser bem tranquilo. E não gosto de ficar fazendo tipo. Sou humilde, mas não sou morto de fome para aceitar qualquer coisa. Com a constante falta de emprego, as empresas e os entrevistadores muitas vezes acham que você está ali ajoelhado, implorando para ser contratado.

Costumo dizer que em uma entrevista, não é só a empresa que me avalia: eu também avalio a empresa. Ora, cá entre nós, se a empresa é autoritária, metódica e arrogante desde a entrevista, o que você espera que ela seja quando você passa pela porta como funcionário?

Uma das coisas que me irritam em entrevistas são as perguntinhas prontas de RH:

- Quais suas principais qualidades? (paciência!)
- O que você espera estar fazendo daqui a dez anos? (não estar trabalhando aqui, com certeza!)
- Por que devo te contratar? (Por que eu deveria trabalhar aqui?)

Mas há boas entrevistas. No começo dessa semana fiz uma que me fez sair satisfeito. Perguntas interessantes, inteligentes, de quem quer ir além do óbvio.

Isso, por si, já é um bom sinal. Mas teve mais: uma mulher nova me entrevistou, com uma calça jeans e uma blusinha preta. Simples, bonito e sem frescuras.

Mais: fez um teste, uma simulação de uma realidade do trabalho, com condições parecidas. Uma boa forma de se avaliar a capacidade do candidato, além de dar a chance a este de sentir como é o trabalho e sentir se gosta.

Por fim, apresentou mais duas pessoas com quem possivelmente se irá trabalhar - mais uma chance para ambos os lados se avaliarem.

É, fazer entrevistas pode ser divertido. Seja porque o trabalho é promissor, seja porque essa coisa de entrevistas pode ser um circo. De todas as bobagens dicas que nos falam, talvez a única útil seja mesmo: não se atrase!

terça-feira, 11 de março de 2008

Formação para informação

A minha vida como jornalista, oficialmente falando, começou na semana passada. Virei freelancer de um grande jornal de São Paulo na mesma semana que comecei a faculdade de jornalismo. As duas coisas não são ligadas apenas pela essência, o jornalismo. A relação é muito mais direta.

Estudei em uma grande universidade, a PUC-SP, em um curso pouco conhecido, Comunicação e Multimeios. O curso tem um aspecto inovador, mas ainda não tem identidade. A briga entre os departamentos que fornecem professores ao curso ainda parece distorcer, a cada nova administração da coordenação, o conceito do curso. O curso é bom, dá uma visão ótima sobre mídia, sobre como pensar comunicação. Mas saí sentindo que faltava algo mais. Muito mais.

É fato também que eu já era apaixonado por jornalismo desde pelo menos o segundo ano do curso, o que pode ter agravado essa sensação. Mas mesmo aos que saíram do curso satisfeito, essa impressão é comum. Ainda falta alguma coisa...

O curso da PUC-SP, teoricamente, me daria formação suficiente para trabalhar em um jornal, como jornalista.

Teoricamente.

Porque já me inscrevi outras vezes para trabalhar na grande mídia, mas sequer fui chamado para fazer provas. Bastou colocar "Jornalismo, USP" e parece que as coisas mudaram. Fui chamado para a semana de treinamento, com palestras sobre a profissão e o dia-a-dia de um jornal. E me inscrevi em uma vaga para freelancer do caderno de informática. Juntanto a minha experiência na área com a chancela de jornalismo da USP, vòila!

Por mais que muitos achem que o diploma é bobagem, que "qualquer pessoa com boa formação pode ser jornalista", o mercado diz que não. E muitas vezes ouvi a porta bater na minha cara porque eu não era jornalista. Mal comecei a faculdade e as coisas mudaram muito. Passei a fazer parte. Não julgo se isso é certo ou errado, porque seria uma avaliação estúpida. Até porque eu entendo e até conordo em alguns pontos sobre a tal obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista.

O que ficou bem claro para mim foi: a lei da obrigatoriedade pode até não existir. Mas o filtro dentro do mercado não irá se dissipar, ao menos a curto e médio prazo.