"Londrino"?, você vai me perguntar. Sim, londrino! Não, não nasci em Londres. Não, também não é uma alusão à querida Londrina, que me conquistou, mesmo eu sendo paulistano, nos poucos dias que passei lá, quando quase fui estudar na UEL - e só não fui porque a USP me chamou para ficar por aqui em São Paulo.
Então, afinal, por que londrino?
Bom, isso começou quando o Alicio começou a me chamar assim nos dias de frio que eu aparecia de camiseta. E como isso se repetia sempre, ele me chamou assim várias vezes. Com o detalhe que as coisas ainda são bem parecidas hoje.
Depois, veio Londrina. Ok, não passei mais do que uns dias por lá. Não é motivo para ser chamado assim. Mas é quase uma homenagem àquela cidade tão bela e que me acolheu muito bem, mesmo eu não tendo ficado por lá.
Mas tem um motivo a mais. Esses dias eu vi um pedaço do Lavanderia MTV da qual participou a sempre interessante Georgia, uma amiga de longa data. O assunto: um namoro a distância com um londrino.
Bom, ainda não deu para entender, mas já explico: ali no começo do programa ela explica que o estilo dele é low profile, tímido. Inglês, oras. Ela conta que ele não dava sinais de que estava afim. Ele, contudo, contou a ela que achava que estava dando a maior bandeira - na visão dele, claro.
Comigo acontece mais ou menos a mesma coisa. Algum tempo atrás, acreditei ter demostrado que estava muito interessado em uma menina. A impressão dos outros, porém, foi justamente o contrário: ela que parecia estar dando em cima de mim. Não desmenti, como também não confirmei.
Recentemente, a mesma menina, a mesma situação. A minha impressão é que eu estava em cima dela. Mas a impressão que ficou para uns amigos foi que eu "lerdeei", ou seja, que ela deu mole e eu não aproveitei.
Dessa vez, eu desmenti: disse que eu queria, que fiz tudo para demonstrar e, mais do que isso, cheguei para tentar fazer acontecer. Talvez tenha errado a forma. Talvez ela realmente não queria e ponto.
Será que eu sou londrino e não sei?
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Política anti-encontros
Não é de hoje que perdi a vontade de ir a encontros. Tenho sempre a impressão que sei como começa e como termina. Tenha uma sensibilidade grande, sou observador e presto atenção em cada detalhe. Além disso, se eu não sentir uma atração violentamente forte, aquilo que alguns chamam de "química" - e talvez outros mais racionais chamassem de intuição -, eu sei que a coisa não vai.
Os meus encontros não são ruins. Talvez este seja um dos piores defeitos deles. Se fosse ruim, acabaria rápido, fácil, indolor. Mas não: são bons. Normalmente tem algum motivo para isso: ou a pessoa é amiga, ou é interessante, ou é bonita, ou é sexualmente atraente. Mas sempre, sempre, de forma superficial. Não as pessoas, mas o meu, hum, digamos, interesse.
Sendo tão superficiais, não demora a encontrar mais razões para não querer sair nem de casa do que para ver a pessoa. E aí começa o drama. Uma batalha interna entre tentar mais uma vez, porque, afinal, uma vez é pouco para avaliar ou então nem sair de casa, desmarcar e ficar vendo algum jogo do campeonato malasiano feminino sub-17 de futebol na televisão (em homenagem a um primo meu, que diz que eu vejo todo e qualquer campeonato de futebol que passa na televisão).
Depois, fico com peso na consciência de "dispensar" alguém que não me fez nada de mal, que tem qualidades, mas que simplesmente não mexeu com meu coração de lata. Me incomoda profundamente ter que passar por estas situações e viver encontros apenas bons. Porque o amor não suporta apenas "bom". Tem que ser ótimo, inteiro, completo, tem que ser beijos TODOS (expressão criada por ela)!
Diante dos fatos, declaro iniciada a política anti-encontro. Vigente a partir de agora e sem data para expirar.
Os meus encontros não são ruins. Talvez este seja um dos piores defeitos deles. Se fosse ruim, acabaria rápido, fácil, indolor. Mas não: são bons. Normalmente tem algum motivo para isso: ou a pessoa é amiga, ou é interessante, ou é bonita, ou é sexualmente atraente. Mas sempre, sempre, de forma superficial. Não as pessoas, mas o meu, hum, digamos, interesse.
Sendo tão superficiais, não demora a encontrar mais razões para não querer sair nem de casa do que para ver a pessoa. E aí começa o drama. Uma batalha interna entre tentar mais uma vez, porque, afinal, uma vez é pouco para avaliar ou então nem sair de casa, desmarcar e ficar vendo algum jogo do campeonato malasiano feminino sub-17 de futebol na televisão (em homenagem a um primo meu, que diz que eu vejo todo e qualquer campeonato de futebol que passa na televisão).
Depois, fico com peso na consciência de "dispensar" alguém que não me fez nada de mal, que tem qualidades, mas que simplesmente não mexeu com meu coração de lata. Me incomoda profundamente ter que passar por estas situações e viver encontros apenas bons. Porque o amor não suporta apenas "bom". Tem que ser ótimo, inteiro, completo, tem que ser beijos TODOS (expressão criada por ela)!
Diante dos fatos, declaro iniciada a política anti-encontro. Vigente a partir de agora e sem data para expirar.
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