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sábado, 31 de janeiro de 2009

1/4 de século

A primeira vez que ouvi essa expressão foi no aniversário dela. Achei engraçada e, bom, chegou a minha vez de usá-la. É chagado o aniversário de 25 anos - um número ímpar, mas ainda assim redondo.

É sempre bom receber carinho de pessoas que gostamos, isso é, sem dúvida, uma das melhores coisas do aniversário. Às vezes até lembramos de pessoas que estavam distantes, por razões que nem sabemos mais dizer, que o tempo colocou longe, mas que lembraram de você. Isso é sempre bom.

A parte que eu não gosto é organizar festa. Primeiro, porque não gosto de organizar esse tipo de coisa mesmo, até porque nunca não tenho dinheiro pra fazer algo de verdade. E programar balada de aniversário eu nunca gostei mesmo.

E aí que resolvi não programar nada para esse ano. Mas sempre rola uma pressão dos amigos, perguntando onde, como, etc. Se somar que minha irmã está internada, aí piora o cenário, porque a vontade de programar uma festa diminuiu - e também perco uma organizadora de eventos, que é o que minha irmã gosta de fazer.

De qualquer forma, o importante é comemorar os 25 anos, ainda que sem balada, só com família, talvez até fazer algo mais simples com os amigos, receber mensagens...

Aliás, como a imagem aí de baixo, que recebo todo ano do site da Internazionale, meu time na Itália. Todo ano eles mandam um parabéns para os usuários cadastrados, com a camisa do time com a idade do aniversariante como número. E pensar que quando eles mandaram pela primeira vez eu tinha 18...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O dia de aniversário

Há dez anos atrás, eu não conseguia me ver com 24 anos. Era tão distante, parecia que com 24 anos minha vida estaria resolvida. Ledo engano, é claro.

Fiz muitas escolhas, desfiz um monte delas mais tarde, escrevi, me arrependi, tentei reescrever. Comecei e terminei carreiras em meses. Abandonei oportunidades porque não me davam prazer, embora pudessem me dar algum prestígio ou dinheiro, quem sabe. E não é (só) porque eu sou idiota. Sou idealista, mas sou, antes de tudo, alguém que busca felicidade no dia-a-dia.

E eis que depois de capinar muito, vou iniciar tudo de novo. Esse ano começou com tudo novo, com muita esperança. Começo outra carreira, sempre levando esperiência anteriores. Aos poucos vou me tornando jornalista oficialmente, embora eu sempre tenha sido de corpo e alma.

Aos 24 anos, minha via não está resolvida. Consigo pagar as contas capegando, e alguns meses não pago todas as contas. Estou sempre correndo atrás, mas a verdade é que eu não ligo para isso.

Vejo que a minha carreira é como uma colha de retalhos, cheia de experiências em áreas diferentes, mas com muito aprendizado. A carreira de jornalista está ainda no começo, mal comecei a escrevê-la. Mas posso olhar para esse dia em que completo 24 anos e pensar: que bom que cheguei até aqui!