Neste primeiro dia de batalha, conseguimos avançar bastante. Estudamos muito o terreno onde se desenhou a batalha, conhecíamos com muita propriedade. Nos movimentamos com facilidade e nossa estratégia de ataque deu certo.
Atacamos primeiro a região da criação de palavras. Esta é uma região muito temida pela maioria dos combatentes, mas a estratégia conversada na sexta-feira me pareceu tão boa, frente aos estudos apresentados, que adotei. A foi muito bem sucedida. Com o tempo a nosso favor, fizemos um belo ataque.
Partimos então para as demais regiões. Eram todas menores, e somadas elas valiam como a do primeiro ataque. Com a operação da criação das palavras finalizada, o ataque a estes pontos foi muito mais tranquilo. Pouco a pouco, ganhamos terreno, fizemos um bom trabalho. As últimas regiões que atacamos pareceram mais hostis, mais perigosas e não tenho certeza se conseguimos cumprir todos os objetivos. Após a análise, poderemos saber.
Se continuar assim, creio que podemos vencer a guerra. Mas não sabemos como será o dia de amanhã, e é sempre bom estar preparado para surpresas. Não há vitória fácil, e mesmo soldados bem preparados podem ser pegos em arapucas inimigas.
Se houvesse um vencedor do dia, seríamos nós. E isso certamente nos dá confiança para tentarmos sair vitoriosos daqui.
domingo, 6 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
"Estudar é um ato solitário"
Dizem que nos aproximamos das pessoas com os mesmos interesses que nós. Talvez por isso surja um clima de ajuda mútua e de companheirismo no cursinho. Todos têm um mesmo objetivo.
O vestibular é como uma guerra. Nos preparamos para ele por um longo tempo, treinamos exastivamente as situações que vamos enfrentar, somos obrigados a aprender as técnicas de sobrevivência nessa violenta batalha.
Ao longo caminho, perdemos muitos companheiros. Uns não aguentam e desistem, outros são derrotas em batalhas... Vemos cenas de guerra: gente morrendo e sem poder ser ajudada, outros combatendo de peito aberto sem a preparação devida, outros que são massacrados pela crueldade da concorrência.
Perto do final, são poucos os sobreviventes. Mal conhecemos uns aos outros, porque aqueles que eram os companheiros já se foram. Nos reagrupamos, temos que tirar forças de onde parece que não temos mais.
Sorte que houve um cessar fogo na passagem de ano. Assim pudemos nos recuperar e passar a nos preprarmos, cada vez mais sozinhos, para a batalha final que se aproxima.
Agora, nos últimos dias de batalha, são poucos os sobreviventes. Bravos combatentes que tentam de todas as formas manterem-se vivos, conseguir voltar para casa ao final da guerra e dar uma boa notícia à família. Mesmo no final, muitos ainda ficarão para trás. Muitos não passarão dessa última batalha. Sabemos que o vestibular, como a guerra, é assim.
Nos preparamos todos os dias para fazer o melhor. E que assim seja.
O vestibular é como uma guerra. Nos preparamos para ele por um longo tempo, treinamos exastivamente as situações que vamos enfrentar, somos obrigados a aprender as técnicas de sobrevivência nessa violenta batalha.
Ao longo caminho, perdemos muitos companheiros. Uns não aguentam e desistem, outros são derrotas em batalhas... Vemos cenas de guerra: gente morrendo e sem poder ser ajudada, outros combatendo de peito aberto sem a preparação devida, outros que são massacrados pela crueldade da concorrência.
Perto do final, são poucos os sobreviventes. Mal conhecemos uns aos outros, porque aqueles que eram os companheiros já se foram. Nos reagrupamos, temos que tirar forças de onde parece que não temos mais.
Sorte que houve um cessar fogo na passagem de ano. Assim pudemos nos recuperar e passar a nos preprarmos, cada vez mais sozinhos, para a batalha final que se aproxima.
Agora, nos últimos dias de batalha, são poucos os sobreviventes. Bravos combatentes que tentam de todas as formas manterem-se vivos, conseguir voltar para casa ao final da guerra e dar uma boa notícia à família. Mesmo no final, muitos ainda ficarão para trás. Muitos não passarão dessa última batalha. Sabemos que o vestibular, como a guerra, é assim.
Nos preparamos todos os dias para fazer o melhor. E que assim seja.
domingo, 30 de dezembro de 2007
A difícil missão com os livros
Fim de ano. Estar em casa, como em nenhum outro momento do ano. Aproveitar um raro tempo livre. E uma necessidade latente de estudar milhares de conteúdos que ainda não foram estudados com o afinco necessário para uma Fuvest.
Tudo parece distrair. O jogo do campeonato inglês na ESPN, a seleção dos melhores clipes dos anos 80 na VH1, o jornal com suas muitas páginas, o viciante jogo de técnico no computador... E os livros ali, para serem estudados.
Todos os dias eu consigo estudar ao menos um pouco. Até por uma questão de consciência tranquila. Mas ontem foi o primeiro dia - exceção ao dia de Natal, claro - que não estudei. Uma crise CDF grave.
Todos os dias prometo a mim mesmo que vou dormir cedo e acordar cedo no dia seguinte para estudar. Pffff... Todos os dias vou dormir às duas da manhã. Parece incrível que toda vez que eu resolvo ir para a cama de vez a hora é a mesma. E toda vez que eu acordo cedo não consigo levantar. Talvez um trauma de quem acordou às 5 da manhã o ano inteiro.
Levanto às 10, com vontade de tomar café, ler meu jornal... E já é mais de 11 horas. Quase meio-dia! Quando vejo... Já é à tarde, faço uns exercícios, achando que vou terminar todos de um setor. Mas não. Falta um monte ainda. E a Fuvest se aproxima, tal como um predador perseguindo sua presa, em uma maratona para ver quem cansa primeiro.
Espero que consiga reverter esse quadro. Ou será tudo uma loucura minha?
Tudo parece distrair. O jogo do campeonato inglês na ESPN, a seleção dos melhores clipes dos anos 80 na VH1, o jornal com suas muitas páginas, o viciante jogo de técnico no computador... E os livros ali, para serem estudados.
Todos os dias eu consigo estudar ao menos um pouco. Até por uma questão de consciência tranquila. Mas ontem foi o primeiro dia - exceção ao dia de Natal, claro - que não estudei. Uma crise CDF grave.
Todos os dias prometo a mim mesmo que vou dormir cedo e acordar cedo no dia seguinte para estudar. Pffff... Todos os dias vou dormir às duas da manhã. Parece incrível que toda vez que eu resolvo ir para a cama de vez a hora é a mesma. E toda vez que eu acordo cedo não consigo levantar. Talvez um trauma de quem acordou às 5 da manhã o ano inteiro.
Levanto às 10, com vontade de tomar café, ler meu jornal... E já é mais de 11 horas. Quase meio-dia! Quando vejo... Já é à tarde, faço uns exercícios, achando que vou terminar todos de um setor. Mas não. Falta um monte ainda. E a Fuvest se aproxima, tal como um predador perseguindo sua presa, em uma maratona para ver quem cansa primeiro.
Espero que consiga reverter esse quadro. Ou será tudo uma loucura minha?
domingo, 23 de dezembro de 2007
Janeiro, março, dezembro...
Janeiro de 2007. O ano começou com a expectativa sobre a segunda fase da Fuvest 2007. O sonho brilhava nos meus olhos e fui para as provas sabendo que precisava de um desempenho espetacular para passar. Para vocês terem uma idéia, seria como uma final de campeonato em dois jogos e o meu time tivesse perdido o primeiro jogo por 3 a 0. Vencer o segundo jogo por 4 a 0 é missão difícil, mas não impossível.
Não deu.
O jogo acabou 2 a 0 para mim, com duas bolas na trave. Não passei na segunda fase da Fuvest.
O ano, então, começou para mim. Fuvest na cabeça desde março, quando resolvi voltar ao quadro negro, recomeçar a traçar a estratégia para, enfim, vencer a edição 2008.
A obsessão foi muito grande durante todo o ano. Ainda é, na verdade. Talvez por isso a sensação de que o ano começou lá em março e já está aqui, em dezembro. Tive a clara sensação de dèja vu, pela repetição da situação. Quando percebi que estávamos praticamente no natal, praticamente em 2008, me assustei: foi muito rápido.
Talvez porque a minha estrada tenha caminho único. Evitei todas as saídas possíveis, tentei fazer o mínimo de paradas necessário. A estrada é longa, exige atanção, dedicação, vontade. É como fazer uma viagem de carro do Oiapoque ao Chuí, sozinho.
Foi um ano corrido. E vai começar exatamente como começou esse: expectativa sobre a Fuvest. Este ano o placar adverso foi menor. Voltando à comparação com o futebol, seria como se esse ano eu tivesse perdido por 3 a 1 fora de casa. Como o gol fora de casa conta, uma vitória simples por 2 a 0 me dá a vaga dentro da ECA. Se eu mantiver o desempenho do ano passado ou melhorá-lo - como é a intenção -, a vaga fica muito, muito próxima.
Veremos se o carnaval virá recheado de alegrias.
Não deu.
O jogo acabou 2 a 0 para mim, com duas bolas na trave. Não passei na segunda fase da Fuvest.
O ano, então, começou para mim. Fuvest na cabeça desde março, quando resolvi voltar ao quadro negro, recomeçar a traçar a estratégia para, enfim, vencer a edição 2008.
A obsessão foi muito grande durante todo o ano. Ainda é, na verdade. Talvez por isso a sensação de que o ano começou lá em março e já está aqui, em dezembro. Tive a clara sensação de dèja vu, pela repetição da situação. Quando percebi que estávamos praticamente no natal, praticamente em 2008, me assustei: foi muito rápido.
Talvez porque a minha estrada tenha caminho único. Evitei todas as saídas possíveis, tentei fazer o mínimo de paradas necessário. A estrada é longa, exige atanção, dedicação, vontade. É como fazer uma viagem de carro do Oiapoque ao Chuí, sozinho.
Foi um ano corrido. E vai começar exatamente como começou esse: expectativa sobre a Fuvest. Este ano o placar adverso foi menor. Voltando à comparação com o futebol, seria como se esse ano eu tivesse perdido por 3 a 1 fora de casa. Como o gol fora de casa conta, uma vitória simples por 2 a 0 me dá a vaga dentro da ECA. Se eu mantiver o desempenho do ano passado ou melhorá-lo - como é a intenção -, a vaga fica muito, muito próxima.
Veremos se o carnaval virá recheado de alegrias.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Londrina, parte 2
Londrina, dezembro de 2007. Segunda fase da UEL. Hora de colocar o estudo à prova frente ao primeiro desafio de segunda fase - o segundo, ao que tudo indica, será nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, na Fuvest.
Para começar, a indefinição foi a palavra de ordem (antítese?) na semana. Defini em cima da hora o roteiro de viagem. No fim, deu tudo certo: ônibus, hotel, local de prova. A viagem foi longa. Um pinga-pinga danado pelas cidades. Ourinhos, Cornélio Procópio, Ibirama... Ah, finalmente, Londrina! Aliás, como é linda a cidade. Até a rodoviária é bonita - projeto, aliás, do interminável Oscar Niemayer.
Um belo hotel, bem ao lado do Shopping Catuaí. Um quarto amplo, bonito, confortável. Duas camas de casal - quarto duplo, como é de praxe nessas excursões de vestibular. O local de prova era visível a olho nu da janela do meu quarto: a apenas um quilômetro.
Para minha surpresa, não dividi o quarto com desconhecidos, como da outra vez. Desta vez, por um acaso da vida, o meu companheiro de "cela" foi um cara do cursinho, um monitor lá do Anglo. Tinha encontrado com ele ainda na rodoviária, em São Paulo, mas eu não imaginava que dividiríamos o quarto.
A excursão ainda trouxe um grupo de Curitiba. E trouxe algumas beldades que chamaram a nossa atenção. Mesmo as paulistanas já eram bastante atraentes.
A prova de domingo foi tranquila. Fácil até demais, eu diria. Uma redação perigosa, mas nada de alarmante. Já o segundo dia, o meu desempenho foi um pouco pior, mas ainda bastante bom. Considerando que eu precisava passar duas pessoas em relação às posições da primeira fase, acredito que foi suficiente. O que será determinante será a redação - o que, a princípio, não será problema.
Quanto à cidade, mais uma vez não pude aproveitar como deveria. Pelo pouco que vi, a cidade é mesmo bonita e organizada. A Universidade Estadual de Londrina parece muito boa. É esperar para ver.
Depois do segundo dia de prova, fomos ao shopping para beber, claro! Chopp para cá e para lá, fomos buscar a prova para levar para São Paulo. Voltamos, mais alguns chopps e... Estamos atrasados! Comemos um lanche correndo - a última refeição tinha sido o café da manhã e já passava das oito da noite. Corremos para o hotel para encontrarmos uma amiga e irmos direto para a rodoviária.
Faltam 15 minutos para o embarque e sequer saímos do hotel. O táxi não chega. Quando entramos, dissemos: temos 10 minutos para estar na rodoviária! O taxista, entre piadas e comentários sobre a cidade, chegou a andar a 150 km/h em uma avenida. Chegamos à rodoviária dois minutos antes da partida. A tempo!
Depois, alguns comentários sobre a prova com outros sobreviventes, uma parada, alguns momentos de sono, algumas paradas e, finalmente, São Paulo. Já era manhã de terça. Mais uma fase terminada. Agora, é esperar o resultado em janeiro.
Para começar, a indefinição foi a palavra de ordem (antítese?) na semana. Defini em cima da hora o roteiro de viagem. No fim, deu tudo certo: ônibus, hotel, local de prova. A viagem foi longa. Um pinga-pinga danado pelas cidades. Ourinhos, Cornélio Procópio, Ibirama... Ah, finalmente, Londrina! Aliás, como é linda a cidade. Até a rodoviária é bonita - projeto, aliás, do interminável Oscar Niemayer.
Um belo hotel, bem ao lado do Shopping Catuaí. Um quarto amplo, bonito, confortável. Duas camas de casal - quarto duplo, como é de praxe nessas excursões de vestibular. O local de prova era visível a olho nu da janela do meu quarto: a apenas um quilômetro.
Para minha surpresa, não dividi o quarto com desconhecidos, como da outra vez. Desta vez, por um acaso da vida, o meu companheiro de "cela" foi um cara do cursinho, um monitor lá do Anglo. Tinha encontrado com ele ainda na rodoviária, em São Paulo, mas eu não imaginava que dividiríamos o quarto.
A excursão ainda trouxe um grupo de Curitiba. E trouxe algumas beldades que chamaram a nossa atenção. Mesmo as paulistanas já eram bastante atraentes.
A prova de domingo foi tranquila. Fácil até demais, eu diria. Uma redação perigosa, mas nada de alarmante. Já o segundo dia, o meu desempenho foi um pouco pior, mas ainda bastante bom. Considerando que eu precisava passar duas pessoas em relação às posições da primeira fase, acredito que foi suficiente. O que será determinante será a redação - o que, a princípio, não será problema.
Quanto à cidade, mais uma vez não pude aproveitar como deveria. Pelo pouco que vi, a cidade é mesmo bonita e organizada. A Universidade Estadual de Londrina parece muito boa. É esperar para ver.
Depois do segundo dia de prova, fomos ao shopping para beber, claro! Chopp para cá e para lá, fomos buscar a prova para levar para São Paulo. Voltamos, mais alguns chopps e... Estamos atrasados! Comemos um lanche correndo - a última refeição tinha sido o café da manhã e já passava das oito da noite. Corremos para o hotel para encontrarmos uma amiga e irmos direto para a rodoviária.
Faltam 15 minutos para o embarque e sequer saímos do hotel. O táxi não chega. Quando entramos, dissemos: temos 10 minutos para estar na rodoviária! O taxista, entre piadas e comentários sobre a cidade, chegou a andar a 150 km/h em uma avenida. Chegamos à rodoviária dois minutos antes da partida. A tempo!
Depois, alguns comentários sobre a prova com outros sobreviventes, uma parada, alguns momentos de sono, algumas paradas e, finalmente, São Paulo. Já era manhã de terça. Mais uma fase terminada. Agora, é esperar o resultado em janeiro.
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