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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

O primeiro mês do ano

Janeiro é um mês interessante em alguns aspectos. Primeiro, porque começa com festa. E, entre os meus familiares e alguns amigos, essa festa se estende por muitos dias do mês. Especialmente no fim do mês, quando é um aniversário atrás do outro - e o meu é sempre o último, porque é no último dia do mês.

Outro aspecto positivo que eu sempre vi em janeiro é aquele clima de férias. Antes, porque era mês de férias escolares. Depois, porque o trabalho acaba empolgante em função de novos projetos ou, ao menos, de uma vã esperança que o ano será melhor.

Ah, não dá pra não citar a maravilha que o metrô se torna. Bom, exagerei, mas o inferno do dia-a-dia, com aquele bando de gente se apertando para entrar no danado do trem, melhora muito em janeiro. Muita gente gosta de tirar férias nessa época, ir para a praia e nos deixar trabalhar em paz todos os dias. Sem contar que a molecada está de férias da escola, dormindo até tarde. Ou seja: a vida podia ser bem melhor.

Infelizmente eu não aproveito da vantagem que vou contar agora. O rodízio fica parte do mês suspenso. O trânsito não tem trânsito. As ruas ficam muito melhores. Parece até que a cidade tem uma qualidade de vida muito boa, tal a tranquilidade que se observa. Ok, há sim trânsito, mas comparado a outros meses do ano, é muito melhor. O ano seria muito bom se os dozes meses fossem janeiro.

Bom, ao menos era o que eu achava. Esse ano experimentei o mês de janeiro com duas sensações muito distintas. Aliás, com dois momentos bem distintos. Começou com a preocupação com a Fuvest, que é logo no primeiro domingo do ano e segue por toda a semana. Passadas as provas, entrou o período de extrema tranquilidade: as férias.

O problema é que eu não escolhi tirar férias. Sou freelancer desde o fim do ano passado. E já aprendo logo no terceiro mês que freelancer corre um sério risco: passar algum tempo sem ter no que trabalhar. Levanta a mão aí quem passa por isso! (mão levantada)

Bom, em parte, tudo bem, porque como sou precavido, guardei dinheiro para que o mês de janeiro não fosse nebuloso. Consegui pagar todas as contas do mês (ou quase hehe). Descobri que aquela maldita frase, que sempre achei que fosse um absurdo de exagero, não é tão exagerada assim: "No Brasil, tudo só começa depois do carnaval".

Fato: janeiro não é um bom mês para freelancers. A falta de trabalho significa, na prática, falta de grana e queira de reservas, já escassas. O problema é que o mês começa a se aproximar do fim, as contas se aproximam de chegar, e o dinheiro teima em não aparecer.

Ainda bem que eu não tenho problemas de ansiedade. E nem do coração.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O apanhador de sono

Passo sete horas por dia em casa. Esse é o tempo entre eu chegar da aula e sair para o trabalho. Nesse tempo, tomo banho, bebo um copo de leite com ovomaltine de manhã e como um lanche e estudo uma ou outra coisa antes de dormir.

E aí vem os freelas.

Adoro fazê-los - se pudesse, trocaria meu trabalho full time por freelas. E não faço pelo dinheiro - embora, claro, este seja um incentivo a mais. Mas aí eu penso: que horas que vou trabalhar nesses freelas?

Bom, tenho sete horas em casa. E das minhas atividades em casa, só consigo sacrificar duas: estudar à noite e dormir. Estudar à noite ok, não é um desespero. Estudo pra valer mesmo no fim de semana, quando tenho mais tempo e disposição. Mas deixar de dormir... Aí já é mais problemático.

Normalmente, tenho quatro horas de sono razoavelmente bem dormidas. Quando surgem os freelas, acabo me obrigando a sacrificar parte deste tempo, em função daquela atividade enobrecedora, o freela.

No começo do ano, eu conseguia fazer os trabalhos tranquilamente. Dormia uma, duas horas e tudo bem. Era só umas três vezes por semana, no máximo. E tinha o fim de semana.

Agora, parece que tudo ficou muito mais difícil. Ontem, quando deu uma da manhã - hora que normalmente eu durmo -, meu sono foi tão grande que minha produtividade caiu vertiginosamente. Desisti de continuar depois de 20 minutos lutando contra o sono.

O prazo continua o mesmo, tendo muito ou pouco sono. Isso significa que hoje terei que terminar, seja por bem ou por mal. Olá café, televisão e músicas na madrugada.