segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Trabalho também é prazer

Acredito tanto na frase que dá título a esse texto que já mudei de "carreira" duas vezes. Coloco carreira entre aspas porque não eram minhas. Eram o que a ocasião produziu, o que a necessidade criou, e de onde eu tirei boa parte do que consegui, seja como for.

Não eram minha carreiras, mas tirei o maior proveito possível delas. Fiz o que pude para dar o meu melhor, fazer o meu melhor e criar trabalhos significativos - não só para a empresa, mas para mim mesmo. Eu sou uma pessoa muito crítica e muito mais ainda auto-crítica - daí a dificuldade em ficar satisfeito com o que eu faço. Mas até tenho conseguido, às vezes.

Acredito muito em fazer o que se gosta. Foi por isso que eu escolhi jornalismo. Porque é isso que amo. Fiz o que pude para conseguir cursar jornalismo, e agora consegui entrar na faculdade de novo. Abri mão de um trabalho bom, interessante, ainda que não exatamente na minha área, para me dedicar ao vestibular e viver de freelances que, às vezes, pagam as contas. Troquei o certo pelo duvidoso. Olho para trás e vejo: valeu a pena. Ainda que não tivesse passado, teria a certeza que valeu do mesmo jeito, porque fiz o que achei melhor.

Faço parte da equipe do Remixando, um site colaborativo de histórias. E posso dizer, com toda Partycerteza, que é o trabalho que faço com o maior prazer até hoje. Fizemos a cobertura da Campus, o primeiro evento como Remixando. Foi sensacional, conseguimos resultados ótimos e plantamos sementes que colheremos no futuro, com certeza. Bom, é só pensar que estreamos no
evento como um site IG, o que já é fantástico.

O nosso slogna no Remixando é: "A nossa história a gente que escreve. Escreva a sua!". Levo isso tão a sério que a minha vida é assim. Eu escrevo, com erros e acertos, o que quero para mim. Nem sempre dá certo, mas a história é minha, sou autor da minha vida. Isso sempre tem um preço, e eu sempre acho que vale a pena.

2 comentários:

  1. Fico feliz em saber que agora está fazendo o que gosta. Escolheu um curso magnífico.

    Sabe Fe, às vezes sinto que estou apenas me escondendo. Adiando e evitando pensar e decidir a respeito de uma porção rumos que minha vida poderia tomar… muito cômodo apenas fazer o meu serviço e continuar onde estou, ainda que não muito feliz.

    Estou com aquela sensação de que tudo na minha vida tem acontecido na base do “vamos ver no que vai dar”. Empurrando tudo com a barriga. Vida largada, como se eu fosse incapaz de cuidar ou tomar as rédeas de mim mesma...
    É uma necessidade quase doentia de me sentir verdadeiramente competente em ao menos um aspecto da minha vida. Meu trabalho...

    E outra vez fico muito feliz em saber que você sempre acha que vale a pena.

    Beijos!

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