quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Da idéia ao sonho, do sonho à realidade

Se eu dissesse que não imaginava que isso ia acontecer, seria mentira. Se eu dissesse que já sabia, também o seria. Prefiro dizer, então, que foi assim que eu desejei e, enfim, aconteceu! Quase dois anos depeois do "projeto USP" iniciar, chego onde queria: aprovado no vestibular mais concorrido do Brasil para estudar na mais charmosa escola de comunicação que conheço: a ECA.

O sonho era ser jornalista. Na quinta série, minha professora de redação já dizia que eu devia seguir a profissão. Nunca dei ouvidos a ela. Queria computação gráfica. Acabei em Multimeios, trabalhando com comunicação e tive contato próximo com jornalismo. Bingo! Paixão à primeira vista.

Fui incentivado a desistir a, segundo me diziam, "estúpida" idéia de ser jornalista. Os argumentos foram muitos: não precisa de diploma, profissão generalista, ganha pouco, trabalha muito, é um curso desatualizado... Fui convencido. Não, não a desistir. Adiei a transferência de curso e troquei-a por um novo curso, assim que terminasse o que fazia.

Tentei imendar uma faculdade na outra. Entreguei o TCC em uma quarta e prestei o vestibular no domingo, da própria PUC, onde já estudava. É claro, foi um desastre. Decidi, então, recomeçar. E decidi fazer algo que não tinha feito antes: cursinho. Me preparar. E se ia me preparar, então que fosse para a USP, porque já tinha perdido a bolsa da PUC a essa altura mesmo...

Um ano de preparação. Intensa. Estudos em vários momentos que antes eram de lazer. Muito preparo, e uma consciência pesada quando não estudava. Deixava de estudar às vezes. No final, não deu. E agora?

E agora tem que começar de novo. Outro cursinho, outro ano dedicado a isso. Enquanto isso, minha vida profissional continuou totalmente em segundo plano. E quando passou a me atrapalhar, mudei de emprego. Foram duas mudanças durante o ano. E no final, uma mudança drástica: da vida regrada do emprego para a loucura de freelancer.

A mudança foi boa, me deu mais tempo para estudar, e a grana dava pra me manter, ao menos por um tempo. E o tempo para estudar mudou, e muito, a minha preparação. Deu muito mais consistência aos meus estudos, rendia muito mais.

Natal e ano novo com livro do lado. Festas, mas sempre dando uma lida aqui, um exercício ali... E chegaram as provas. Uma maratona de três dias. Entre altos e baixos, parece que foi tudo bem. E como saber? No ano anterior também pareceu tudo certo e não deu. O negócio era esperar.

Um mês de espera. Um purgatório. Veio o resultado da UEL, em Londrina, no meio do caminho: aprovado! Ao menos a profissão estava salva e uma faculdade garantida. Faltava agora mais três semanas para saber se minha casa seria em São Paulo ou Londrina...

No dia que sairia os resultados, estava trabalhando. É a melhor maneira de passar o tempo, diminuir a ansiedade. E de um "parabéns" no msn, fui ávido para as listas de aprovados disponíveis no portal - porque o site da Fuvest, claro, estava impossível. E lá estava meu nome, entre os aprovados! Finalmente, um ecano!

Daí em diante, foi um grito do fundo da alma, lágrimas e uma comemoração sozinho, porque não tinha ninguém em casa. Liguei para um monte de gente, segurando o choro para conseguir falar... A felicidade estava garantida e completa: jornalismo na ECA, onde eu sempre quis. Finalmente aquela etapa estava acabada!

Foram muitas mensagens de boas vindas no orkut - fruto dessa era orkutiana em que as pessoas te acham antes mesmo de encontrar com você na matrícula. Muitos "bem vindo bixo", "serão os melhores anos da sua vida", "nada é como a ECA", e muitos sorrisos. Agora, o sonho é realidade. E que venham os próximos!

2 comentários:

  1. Parabéns Fe!
    Tanto estudo tinha que conseguir mesmo.
    Sua mãe deve ter muito orgulho de você!
    Bjo

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  2. Fiquei muito feliz ao encontrar esse post! Me identifico com a sua experiêcia e o seu sucesso me motiva a continuar na empreitada. Parabéns pela vitória!

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